Política nacional para prevenção e controle do câncer: realidade do câncer de colo de útero na região sul-capixaba

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Introdução:O câncer de colo de útero (CCU) é a única neoplasia feminina que tem exame de prevenção eficaz que evita o seu surgimento em sua totalidade. No Brasil, apesar de políticas públicas especificas para o controle do CCU, ele continua o terceiro mais frequente entre as mulheres. Objetivo: Verificar o perfil das mulheres com CCU e a influência da forma de financiamento (público e privado) no tratamento oncológico das mulheres que fazem o tratamento na região sul-capixaba. Metodologia: Realizou-se pesquisa documental sobre políticas públicas no CCU e para traçar o perfil realizou-se pesquisa transversal. A coleta dos dados foi retrospectiva e ocorreu no Sistema de Informação de Saúde do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim no período de 2010 a 2017. A amostra totalizou 286 casos novos, do total de 3272 casos de câncer em mulheres. Realizou-se análise descritiva e univariada com aplicação do teste de Qui-Quadrado ou teste Exato de Fisher. Resultados: Evidenciado taxas regionais de prevalência anuais altas de CCU ficando acima de 10%. A média de idade na primeira consulta foi de 49 ±16 anos. A maioria das mulheres são pretas ou pardas (49,3%), de baixa escolaridade (45%) e ao diagnóstico apresentam estádio avançado de doença (45%). Os encaminhamentos foram de origem do SUS (67,83%) e o tratamento foi realizado pelo SUS (89,86%). Ao avaliar a associação do financiamento público no custeio do diagnóstico versus características do perfil da paciente, as variáveis grau de instrução, origem do encaminhamento e custeio apresentaram associação significativa (p<0,05), pois, tiveram associação a doença avançada. Conclusão: As mulheres com CCU possuem características semelhantes entre elas por fazerem o diagnóstico em fases avançadas da doença, necessitam do SUS para realizar tratamento, são afrodescendentes e de baixa escolaridade. Esses determinantes sociais apresentaram relação com o aparecimento do CCU nas mulheres. Portanto, é necessário investir em educação em saúde, programas organizados de rastreamento e fluxos definidos e ágeis para assim atingir a equidade preconizada no SUS.

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