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Item type:Item, Aplicabilidade da Lei Berenice Piana para crianças com Transtorno do Espectro Autista(2025-09-26) Nunes, Kiany CardosoA Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012) institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), assegurando direitos fundamentais a esse público. No entanto, a aplicabilidade dessa legislação no cotidiano de crianças autistas. Analisar a Lei Berenice Piana e sua aplicabilidade na garantia de direitos das crianças com transtorno do espectro autista sob a perspectiva de seus cuidadores. Quali-quantitativo com o intuito de compreender a experiência e percepção dos cuidadores. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário online, elaborado no Google Forms, com perguntas objetivas e escalas variáveis. O instrumento contempla aspectos relacionados à privacidade e anonimato dos participantes. A amostragem será do tipo "bola de neve", com o questionário divulgado voluntariamente em redes sociais e grupos de apoio a cuidadores de crianças autistas. A pesquisa segue as diretrizes éticas das Resoluções CNS nº 466/2012 e nº 510/2016, que regulamentam estudos com seres humanos. Também observará a LGPD (Lei nº 13.709/2018), garantindo a proteção e o uso responsável dos dados pessoais. A Lei nº 14.874/2024 será respeitada quanto à responsabilidade civil no tratamento dessas informações. Os resultados desta pesquisa evidenciam uma realidade complexa e desafiadora vivida pelos cuidadores de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, em especial no que se refere ao acesso aos serviços de saúde, educação e apoio psicossocial. Os relatos evidenciam a sobrecarga recai, majoritariamente, sobre as mulheres, que assumem sozinhas o papel de cuidadoras e enfrentam barreiras estruturais, emocionais e sociais para exercer essa função de forma digna. A análise dos resultados obtidos por meio da pesquisa aplicada revelou aspectos relevantes da vivência de cuidadores de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em relação à sua experiência cotidiana, ao conhecimento e à efetividade da Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012), com especial atenção aos desafios enfrentados no âmbito da saúde, educação e inclusão social. Constatou-se que, embora existam garantias legais para educação inclusiva, saúde e atendimento multiprofissional, a implementação é desigual e insuficiente. Entre os principais obstáculos estão o acesso limitado a serviços especializados, burocracia, falta de apoio contínuo e desconhecimento dos direitos previstos na legislação. Conclui-se que a efetivação da lei enfrenta barreiras estruturais e operacionais, exigindo maior investimento público, capacitação, agilidade nos atendimentos e ampla divulgação dos direitos para promover a inclusão plena das crianças com TEA.Item type:Item, Rede materno-infantil: discutindo a implantação do protocolo de vinculação da gestante no estado do Espírito Santo(2025-09-30) Taddei, Inês Thomé Poldi; Sogame, Luciana Carrupt MachadoCom a promulgação da Constituição Federal de 1988, a proteção à maternidade foi inserida entre os direitos sociais. Para garantir esse direito, em 2011 foi instituída, no Sistema Único de Saúde, a Rede Cegonha, um programa que assegura à mulher o direito à atenção integral e humanizada na gravidez, no parto e no puerpério, incluindo, entre seus componentes, o pré-natal e o sistema logístico. Conferiu-se, assim, todos os direitos necessários para garantir à gestante um ciclo gravídico puerperal seguro. Em 2017, foi elaborado o Protocolo de Vinculação da Gestante, que objetiva a implantação/implementação da Rede de Atenção Materno- Infantil nos municípios capixabas integrantes das regiões de saúde do Espírito Santo, de forma a subsidiar a sua organização e funcionamento. Analisar a implementação do Protocolo de Vinculação da Gestante na Rede Estadual de Atenção Materno-Infantil no estado do Espírito Santo com o propósito de identificar eventuais falhas de implementação, de modo a fornecer subsídios para o aprimoramento da rede. Estudo exploratório-descritivo, de abordagem quantitativa e com análise documental. A coleta de dados, referentes ao Plano Geral de Ação 2018/2019 e 2020/2021, foi realizada no Ministério Público do Estado do Espírito Santo. Especificamente, foram analisados os questionários aplicados e elaborados pelo seu Centro de Apoio Operacional de Implementação das Políticas de Saúde (CAOPS), encaminhados para os 78 municípios capixabas e suas respectivas Unidades Básicas de Saúde. Verificou-se que, no PGA 2018/2019, a vinculação das gestantes nas regiões central e metropolitana estavam abaixo de 90%, enquanto no PGA 2020/2021 estavam abaixo de 50% em todas as regiões de saúde. Em relação à classificação de risco, no PGA 2018/2019, as regiões central e sul não conseguiram atingir percentual acima de 90%, enquanto no PGA 2020/2021 a região metropolitana atingiu o patamar de somente 62,3%. Ao se considerar a disponibilização de transporte seguro para a gestante, no PGA 2018/2019 as regiões sul, central e metropolitana atingiram o percentual de 88,4%, 76,4% e 66,6%, enquanto a região norte atingiu exatamente 90%. Já no PGA 2020/2021, a região central alcançou o patamar de 94,4%, enquanto as regiões norte, sul e metropolitana se mantiveram em 76,3%, 52,04% e 37,65%, respectivamente, o que causa preocupação, pois a remoção das gestantes é a garantia de atendimento no trabalho de parto. A não observância do Protocolo de Vinculação da Gestante — em especial, a deficiência na realização do pré-natal nas gestantes (especificamente no tocante à classificação de risco e vinculação da gestante à rede hospitalar de referência) associada à precariedade do transporte seguro — está impactando diretamente o funcionamento da Rede Estadual de Atenção Materno-Infantil.Item type:Item, Práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde: saberes profissionais e desafios à consolidação de políticas públicas humanizadoras(2025-07-28) Freire, Daniela Marques; Morais, Tassiane CristinaAs Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são formas de cuidado que valorizam a integralidade, a escuta qualificada e o acolhimento do sujeito em sua totalidade, por isso, estas têm conquistado espaço no Sistema Único de Saúde (SUS). A implementação dessas terapias, no entanto, ainda enfrenta barreiras relacionadas ao conhecimento e à formação dos profissionais de saúde. Analisar os conhecimentos, atitudes e práticas dos profissionais atuantes no SUS em relação às PICS. A pesquisa foi realizada em duas etapas: a primeira consistiu na criação e validação de um instrumento de Inquérito do tipo Conhecimento, Atitude e Prática (CAP) a partir da participação de 7 juízes especialistas; a segunda etapa consistiu na aplicação do instrumento validado a 160 profissionais de saúde em diversas regiões do Brasil. Para análise e validação do conteúdo na primeira etapa foram aplicados o Indice de Validade de Contéudo (IVC) e o Teste Binomial. Para análise dos dados obtidos na segunda etapa foi utilizado o Teste de Qui-Quadrado de Pearson. A pesquisa obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Os resultados revelaram lacunas significativas de conhecimento e uso das PICS entre os profissionais, além de dificuldades institucionais, como a ausência de incentivos e a falta de formação específica na área. Apesar disso, muitos profissionais demonstraram interesse e buscaram formação por conta própria, revelando um potencial promissor para a ampliação dessas práticas no SUS. A pesquisa aponta para a necessidade de políticas públicas que fortaleçam a capacitação em PICS e promovam sua efetiva integração nos serviços de saúde, contribuindo para a construção de um cuidado mais humanizado, integral e equitativo.Item type:Item, Revisão documental da política pública de saúde mental e suas implicações locai em Vargem Alta - ES(2025-12-19) Zava, Daiane Marcele Rêis dos Santos; Messetti, Paulo André SteinSegundo a OMS a saúde mental envolve bem-estar e integração social, mas ainda é tratada sob uma ótica psiquiátrica limitada. A reforma psiquiátrica no Brasil propôs a substituição dos hospitais por serviços comunitários como os CAPS, priorizando dignidade e direitos humanos. Apesar disso, persistem desafios como falta de recursos, estigma e dificuldades de acesso. O país registra altos índices de ansiedade e depressão, agravados pela pandemia, o que impulsionou a criação de leis que reforçam a atenção psicossocial. Analisar os impactos da Política Pública de Saúde Mental no município de Vargem Alta – Espírito Santo, após a implementação da lei 10.216 de 6 de abril de 2001. O presente estudo de revisão conta com duas fases, uma revisão documental da legislação, complementada com revisão integrativa da literatura, com abordagem de análise qualitativa dos resultados, realizadas a partir de dados secundários constituídos por normas legais e infralegais federais, estaduais e do município de Vargem Alta – Espírito Santo, além de estudos da literatura, que contribuem para a caracterização da Política Pública de Saúde Mental que se aplica no município após a implementação da Lei 10.216, de 6 de abril de 2001, e na atualidade, após a pandemia da COVID-19 em 2020. A análise de revisão documental, amparada na revisão da literatura, indica que, na realidade de Vargem Alta – ES, há avanços e desafios na implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), conforme descritos neste trabalho. Esses resultados demonstram a necessidade de fortalecer a integração dos serviços, ampliar a capacitação da equipe e garantir acesso mais amplo à atenção especializada para melhorar a continuidade do cuidado e a adesão ao tratamento em Vargem Alta - ES. Investimentos em capacitação profissional, integração entre os serviços de saúde e ampliação da oferta de serviços especializados são pontos necessários para atendimento de forma eficaz às necessidades da população, promovendo um cuidado mais acessível, contínuo e integral, em consonância com os princípios do SUS e as diretrizes das políticas públicas de saúde mental analisadas.Item type:Item, Saúde mental de cuidadores de pessoas idosas em cuidados paliativos: experiências e condições associadas como carinho para (re)orientação de Políticas de Saúde(2025-12-16) Dan, Cintia Lugão; Sogame, Luciana Carrupt MachadoO envelhecimento populacional, resultado do aumento da expectativa de vida, culmina no aumento da demanda por cuidado às pessoas idosas, em especial as que se encontram em cuidados paliativos, onde a complexidade do cuidado é maior. Analisar experiências e condições associadas à prestação do cuidado que podem comprometer a saúde mental de cuidadores de pessoas idosas em cuidados paliativos, como caminho para (re) orientação de políticas de saúde. Realizou-se revisão integrativa de literatura, orientada pela questão: “Quais experiências e condições associadas ao cuidado podem comprometer a saúde mental de cuidadores de pessoas idosas em cuidados paliativos?”Utilizou-se as bases/bibliotecas virtuais: LILACS, MEDLINE/PUBMED e PsycInfo. As palavras-chave foram: Mental Health, Psychological Well – being, Frail Elderly, Palliative Care, Terminal Care, Caregivers, Caregiver Burden e Family Caregivers. Sendo acessados trabalhos publicados a partir de 2001. A seleção incluiu títulos, resumos e textos completos, sendo extraídos dados sobre o perfil dos cuidadores, experiências, condições e transtornos mentais associados. Realizou-se Análise Textual Discursiva. Foram identificadas 471 publicações, 391 foram excluídas e (analisaram-se os resumos de 80, destes, selecionaram-se 5 para leitura na íntegra e 3 foram incluídos na análise. A partir das referências dessas publicações selecionou-se mais um trabalho, totalizando 4 artigos. Os estudos selecionados destacaram, especialmente, a feminilização do cuidado, e a sobrecarga física e emocional advinda do exercício da função. Evidenciou-se a fragilidade na oferta de suporte aos cuidadores, reforçando a necessidade de reconhecimento das especificidades da função de cuidar e das necessidades de quem cuida. Constatou-se que as temáticas relacionadas ao cuidador de pessoa idosa em cuidados paliativos são tratadas de forma isolada, evidenciando a escassez de produções que as abordem de maneira integrada. Ressalta-se a centralidade do cuidador frente à tarefa de cuidar, no entanto, sem negligenciar suas próprias necessidades. Destaca-se a importância dos marcos legais e regulatórios das políticas abordadas, assim como a baixa efetividade da assistência ofertada pelos setores públicos, o que reforça a urgência da demanda em reorientar a execução das propostas já existentes.
