Política de suplementação alimentar em gestantes: análise da cobertura nas regiões brasileiras sob a luz da COVID-19

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A gestação é um processo fisiológico de grandes mudanças metabólicas e tem na placenta um novo órgão essencial para a formação, nutrição e desenvolvimento do feto. No contexto social do Brasil, um país periférico, as mulheres grávidas são uma classe ainda mais vulnerável, porque a adequada nutrição e saúde fetal dependem diretamente da nutrição e qualidade de vida materna. Diante disso, o suplemento alimentar, que já mudou o cenário de saúde da desnutrição de crianças no mundo, tem extrema importância no melhor Cuidado Pré-Natal não apenas no tratamento, mas na promoção e prevenção de doenças. Analisar a qualidade e a oferta da suplementação alimentar de gestantes no Brasil e regiões, no período de 2019 a 2021, antes e durante a pandemia da COVID-19. Estudo com abordagem quantitativa, com dados de domínio público, obtidos no sistema do Governo E-gestor atenção básica, nos anos de 2019 a 2021. Os micronutrientes ofertados no Brasil na política pública de suplementação de gestantes são o ferro e o ácido fólico, desde 2005 até a presente data. A análise dos dados mostrou que a oferta daqueles tanto no ano pré-pandemia quanto na pandemia foi inadequada, alcançando menos de 20% das gestantes nas cinco regiões do país, tendo apenas um estado na região nordeste, dos 27 estados nacionais, tido oferta adequada a 100% das gestantes. Observa-se que a suplementação rica em micronutrientes, polivitamínica e polimineral, usada preventivamente na gestação, reduz doenças maternas e fetais. Todavia observou-se que no Brasil a política de suplementação na gestação encontra-se pobre em qualidade, ofertando há anos apenas ácido fólico e ferro. Também apresenta falhas no sistema, devido à baixa e inadequada oferta identificada, fato que demonstrou não ter relação direta com a crise sanitária da pandemia, pois ocorreu desde a pré pandemia e pior em números antes do que durante ela. Portanto se identificou na suplementação de gestantes no Brasil e regiões um conjunto de “má qualidade e baixa oferta”, com provável associação com a alta morbimortalidade materno-fetal e infantil.

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