Determinantes sociais da saúde e os agravos de saúde mental em crianças: revisão de escopo

Resumo

A ampliação do conceito de saúde implicou a necessidade do reconhecimento dos Determinantes Sociais da Saúde. De modo a compreender saúde em sua dimensão polissêmica, considerando a saúde mental como fator que agrega na condição de saúde de uma coletividade. Mapear evidências cientificas entre os determinantes socias da saúde com agravos de saúde mental de crianças e as ações de saúde implementadas. Trata-se de uma revisão de escopo, seguindo as recomendações da estrutura metodológica desenvolvida pelo Instituto Joanna Briggs (JBI) e no checklist Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and MetaAnalyses Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR). As buscas foram realizadas nas seguintes bases de dados, a saber, Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) via PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Web of Science, Scopus, Cochrane Library, Embase, e em uma a biblioteca virtual Scientific Electronic Library Online (SciELO). Foram empregados com três vocabulários controlados em saúde, Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), Medical Subject Headings (MeSH), EMTREE e linguagem natural, em conjunto com os operadores booleanos AND e OR, para construção das estratégias de buscas. Revisores independentes realizaram a leitura dos textos completos, o tratamento, a análise e a síntese do conteúdo. De 1.529 estudos, 12 foram incluídos na revisão. Eram quatro estudos, três estudos transversais, três estudos qualitativos e dois estudos de revisões de literatura. As publicações analisadas foram publicadas de 2010 a 2022. A maioria foi desenvolvido nos Estados Unidos da América, Inglaterra, Alemanha, África, Suécia, Brasil. Os resultados evidenciaram que desigualdades socioeconômicas, dinâmicas familiares, redes comunitárias e exposições ambientais são determinantes sociais da saúde e expõem ao aumento da vulnerabilidade de adoecimento mental de crianças. Medidas de prevenção foram identificadas e geraram consequências para a saúde da criança. Intervenções de prevenção em saúde mental infantil devem ser baseadas em abordagens que levem em conta os contextos sociais e culturais, a fim de promover a equidade e reduzir os impactos do adoecimento mental.

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