Cuidado ao idoso à luz das políticas públicas voltadas a doenças crônicas não transmissíveis: discutindo indicadores relacionados à hipertensão arterial e diabetes mellitus em idosos do município de Viana - Espírito Santo
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Resumo
A transição demográfica e epidemiológica contribui para o envelhecimento populacional sendo um fator determinante para a mudança no perfil da mortalidade. As Políticas Públicas de Atenção ao Idoso e Políticas Públicas para Doenças Crônicas não Transmissíveis são uma conquista que garante o direito e a assistência ao idoso com dignidade. Verificar a atenção ao idoso com hipertensão arterial e diabetes mellitus do município de Viana/ES à luz de indicadores de saúde e das políticas públicas voltadas às doenças crônicas não transmissíveis. Pesquisa exploratória de natureza qualitativa e quantitativa com estudo bibliográfico na Biblioteca Virtual de Saúde e na base de dados Scielo e LILACS no período de 1987 a 2023. Realizou-se também levantamento de informações sobre o processo de construção das políticas públicas voltadas para o idoso e para as doenças crônicas não transmissíveis. Os indicadores que permitiram avaliar os determinantes (índice de envelhecimento da população e a proporção de idosos de 60 a 74) e a condições de saúde (taxa de mortalidade de idosos e por doenças hipertensivas e por diabetes) do município de Viana/ES entre 2000 a 2019 foram obtidos no Sistema de Indicadores de Saúde e Acompanhamento de Política do Idoso (SISAP-idoso). O índice de envelhecimento da população do município de Viana variou de 19,90 idosos por 100 habitantes menores de 15 anos de idade (2000) a 50,81 idosos por 100 habitantes menores de 15 anos de idade (2019), enquanto a proporção de idosos de 60 a 74 anos variou de 26,15% (2000) a 68,0% (2019). Ao se comparar as condições de saúde entre 2000 a 2019 verificou-se diminuição na taxa de mortalidade de idosos por doenças hipertensivas, sendo esta redução foi de 239,02 por 100 habitantes para 183,13 por 100 habitantes e na taxa de mortalidade de idosos por diabetes foi de 298,78 por 100 habitantes para 171,68 por 100 habitantes. O índice de envelhecimento populacional e a proporção de idosos de 60 a 74 anos está aumentando gradativamente ao longo dos anos, enquanto a taxa de mortalidade de idosos por doenças hipertensivas e a taxa de mortalidade de idosos por Diabetes Mellitus mostram resultados satisfatórios com quedas nos índices de mortalidade. Esses resultados apontam a necessidade em se pensar em elaborar um plano municipal de saúde, considerando a realidade do município, com o objetivo de promoção e preservação da saúde para melhor atender a população idosa.
