Política nacional de doação para transplante no Brasil: conflitos bioéticos em Unidade de Terapia Intensiva

Resumo

Introdução: O transplante de órgão é o último recurso terapêutico na tentativa de manutenção da vida, sendo a doação de órgãos um processo indispensável para que o transplante aconteça, entretanto, ao longo desse processo de doação, situações de conflitos bioéticos podem surgir. Objetivo: Analisar a percepção dos enfermeiros sobre os conflitos bioéticos no processo de doação de órgãos para transplantes e identificar as condutas adotadas frente a esses conflitos. Método: Trata-se de um estudo descritivo, exploratório e de abordagem qualitativa, realizado com 10 enfermeiros que prestavam assistência a potenciais doadores na unidade de terapia intensiva em um hospital filantrópico no Sul do Estado do Espírito Santo e que tenham no mínimo um ano de atuação na terapia intensiva. Para identificar os conflitos bioéticos e as condutas frente aos mesmos foram realizadas entrevistas semi estruturadas que foram analisadas por meio da análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Todos os enfermeiros participantes já se depararam com alguma situação de conflito bioético no processo de doação de órgãos, sendo em maior proporção a referente à conduta da equipe médica, que após análise levou se a conclusão que não estava bem claro para as equipes médicas do hospital pesquisado, as questões burocráticas do processo, como protocolos de diagnóstico de morte encefálica e protocolos de cuidados com o possível doador. Outro aspecto que suscitou reflexões nesta pesquisa foram os problemas de gestão hospitalar, especificamente nos exames de imagem e no profissional anestesista.

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