Reassentamento de atingidos pela barragem de Fundão em Mariana-MG: do empoderamento social à realidade do novo lar
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O desastre causado pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015,pertencente à Samarco Mineração S.A., mineradora que explora a região de Mariana, devastou os subdistritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, revelando-se um grande risco para essas populações não só pela quantidade de mortos e feridos vítimas do impacto físico, mas também pelos danos à saúde causados por contaminação dos elementos químicos presentes na lama de rejeito, como também pelos danos à saúde mental dos atingidos que perderam seus lares, suas fontes de renda e seu convívio social, abruptamente. Desenvolver e implementar políticas públicas voltadas para este tipo de desastre podem influenciar bastante na redução de riscos a ameaças de novas catástrofes, sejam elas de origem natural ou pela ação humana. Analisar o reassentamento de vítimas da tragédia do rompimento de barragem de mineradora e a participação dos atingidos na reconstrução de suas novas habitações. Trata-se de um estudo documental descritivo com intuito de analisar o reassentamento de vítimas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana – MG, a partir do Plano Diretor estabelecido. A metodologia empregada no planejamento do reassentamento e suas diretrizes neste caso do desastre de Mariana foram desenvolvidas com base na elaboração de um Diagnóstico Participativo realizado de forma conjunta com os atingidos, que puderam opinar desde a escolha dos terrenos onde serão construídos os novos subdistritos até na elaboração dos projetos de suas casas, respeitando suas histórias e medidas compensatórias. Conclui-se que a participação efetiva dos atingidos em todo o processo é fundamental para o sucesso sustentável do reassentamento do ponto de vista social, econômico e ambiental, visto que além da recuperação do lar, com o devido respeito à história de cada um e sua individualidade, é necessário também recuperar a relação da comunidade e seu meio ambiente, suas atividades econômicas e por fim restabelecer o convívio social que foi interrompido pela tragédia.
