Políticas públicas de saúde e qualidade de vida de pacientes dialíticos com doença mineral óssea na região metropolitana de Vitória
Carregando...
Data
Orientador(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
Com o envelhecimento da população, o aumento das Doenças Crônicas não Transmissíveis e dificuldade de controle destas doenças na rede básica de saúde, a Doença Renal Crônica está cada vez mais prevalente e hoje já é considerada um problema de Saúde Pública devido a seu crescimento exponencial a nível mundial. Os Distúrbios Minerais e Ósseos são importantes complicações da Doença Renal Crônica, associados à desfechos adversos, incluindo aumento de mortalidade. O maior desafio no tratamento da Doença Renal Crônica é o tratamento adequado e multiprofissional da Doença Mineral Óssea, controlando a evolução principalmente da saúde física, dores e fraturas, que causam imobilização e dependência, e cujo risco de ocorrência em pacientes em hemodiálise é quatro vezes maior do que em grupo controle, com grande impacto negativo na qualidade de vida. As políticas públicas de saúde para enfrentamento da Doença Renal Crônica são recentes e carecem de muitos ajustes, e não contemplam rede de atenção, e serviços públicos de atendimento especializado para o acompanhamento desta grave complicação dos pacientes dialíticos. Relacionar os fatores sócio demográficos e clínicos com a qualidade de vida de pacientes com Doença Mineral Óssea em tratamento dialítico na Região Metropolitana de Vitória no período de 2021-2022. Estudo transversal, observacional, em duas clínicas de hemodiálise da Região Metropolitana de Vitória, com 102 usuários, a maioria do Sistema Único de Saúde. Para avaliação de qualidade de vida foi utilizado o KDQOL-SF™ 1.3 e para avaliação do perfil socioeconômico, demográfico, caracterização da doença renal crônica e do acesso ao tratamento dos pacientes com doença mineral óssea foi utilizado um inventário elaborado pela pesquisadora. O estudo demonstrou a alta prevalência de Doença Mineral óssea de alto turnover nesta população (47,6%), revelando a saúde física, sobrecarga da doença e papel profissional, pior escore de qualidade de vida, e a saúde emocional e cognitiva como o melhor. Os fatores socio demográficos e clínicos que tiveram associação com pior qualidade de vida foram: sexo feminino, faixa etária acima de 30 anos, analfabetos e ensino médio, indivíduos de baixa renda, indivíduos sem apoio familiar, tempo de diálise maior de 9 anos e níveis de PTH maior que 1500, e presença de fraturas. A avaliação da qualidade de vida desta população é de extrema importância, pois percebemos a multidimensionalidade e os diversos fatores que estão associados. Alguns fatores podem ser modificáveis e podem ser alcançados através de políticas públicas de saúde, voltadas para a linha de cuidado dos pacientes com doença renal crônica em diálise.
