Uma análise das condições de acesso da população em situação de rus aos serviços de saúde no município de Vitória-ES

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Inúmeros fatores levam pessoas a viverem em situação de rua, dentre os quais, destacamos violência intrafamiliar, dependência química, a falta de apoio familiar, o desemprego, aspectos econômicos e de saúde. Considerando que o espaço da rua como moradia expressa a face da pobreza mais aguda da sociedade capitalista, na qual os sujeitos que a ocupam vivem na mais completa precariedade, e assim se apresentam com características como a falta de higiene pessoal, o uso de substâncias psicoativas, a ausência de documentação, entre outros fatores, que podem acarretar em condições desfavoráveis a sua acolhida, torna-se relevante identificar as principais barreiras encontradas no acesso aos serviços de saúde. Diante disso, a pesquisa tem como objetivo analisar o acesso das pessoas emsituação de rua aos serviços de saúde, e ainda, caracterizar essa população, apontando potencialidades e barreiras enfrentadas no acesso às políticas públicas de saúde. Para tanto, foi realizada pesquisa qualitativa, com revisão da literatura já produzida e entrevistas com roteiro semiestruturado. É de suma importância repensar estratégias de acolhimento, considerando as particularidades da população em questão, a fim de melhor atender suas demandas, além de capacitar as equipes para promover um atendimento humanizado, buscando sempre a qualidade no acolhimento e na atuação interdisciplinar. Referente aos resultados, alguns entraves foram constatados quanto ao acesso da população em situação de rua aos serviços da atenção primária, como exigência de documentação e/ou comprovante de residência, barreira que muitos participantes só conseguiram superar mediante a intervenção do Consultório na Rua. Também foi possível apontar a presença da discriminação dos profissionais nos atendimentos, onde os entrevistados relataram diversos episódios de desvalorização social, além de rotatividade de profissionais e falta de humanização no atendimento. Houve relatos com relação à falta de aprofundamento no atendimento médico, demora e lacuna significativa de tempo entre marcação e consulta. Conclui-se que o acesso à saúde foi dificultoso, para a maior parte dos entrevistados, principalmente no acolhimento, mas também nos diferentes níveis, desde a recepção, até o preparo e atendimento médico, caracterizando em um direito constitucional negado à população em situação de rua.

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