Política nacional de atenção hospitalar: fatores associados à internação em Unidade de Terapia Intensiva e mortalidade de pacientes com COVID-19 em um hospital filantrópico de Vitória, Espírito Santo

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A pandemia de COVID-19 foi uma emergência de saúde pública, que causou sobrecarga e, em muitos casos, falência dos serviços de assistência médica/hospitalar público e privado em todo o mundo. As elevadas taxas de mortalidade podem estar associadas a crescente e rápida disseminação da doença e resultado da insuficiência de recursos médico-assistenciais, ausência de conhecimento sobre o vírus e formas de tratamento específicos. Por isso foi importante criar um foco para que houvesse a racional utilização dos leitos de terapia intensiva devido a sua escassez e elevado custo para o Sistema Único de Saúde. Analisar os fatores associados à mortalidade e necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva em pacientes internados por COVID-19 no ano de 2020, em um Hospital Filantrópico de Vitória – Espírito Santo, à luz da Política Nacional de Atenção Hospitalar. Trata-se de um estudo observacional de coorte retrospectivo, utilizando os dados do sistema de prontuários de um Hospital filantrópico de Vitória, Espírito Santo. Foram incluídos 132 prontuários de pacientes adultos e idosos, que foram internados com diagnóstico confirmado de COVID-19 através do teste PCR-RT, no período de fevereiro a dezembro de 2020. Foram coletados os dados do perfil demográfico e clínico, como comorbidades prévias, valores de D-Dímero e desfecho. Os dados foram analisados de forma descritiva e inferencial, através do teste de qui-quadrado ou exato de Fisher; e teste de Mann Whitney ou t student para associação das variáveis demográficas e clínicas, com internação na Unidade de Terapia Intensiva e mortalidade. A maioria da amostra era composta por mulheres (56,1%), idosos (60,6%), e possuíam comorbidades, como hipertensão e doença cardiovascular. Os resultados demonstraram que, 41,7% necessitaram de internação em Unidade de Terapia Intensiva e 15,9% evoluíram para óbito. As variáveis que tiveram associação estatisticamente significativa e que apresentaram maior razão de prevalência em Unidade de Terapia Intensiva foram, consecutivamente, a hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, idosos, diabetes mellitus e sexo masculino. Já os fatores associados à mortalidade foram idosos, tempo de internação em Unidade de Terapia Intensiva, e doença cardiovascular, nesta ordem, considerando a razão de prevalência. O idoso e a presença de doenças cardiovasculares são fatores associados tanto à internação em Unidade de Terapia Intensiva quanto à mortalidade. Ainda, foi encontrado associação da internação em Unidade de Terapia Intensiva com o sexo masculino, hipertensão arterial, e diabetes, e da mortalidade com o tempo de internação prolongado na Unidade de Terapia Intensiva. O entendimento dos fatores associados fornece indicadores para a reorientação das políticas públicas de gestão de leitos e qualidade de atendimento, permitindo o replanejamento da assistência aos pacientes, e prevenindo custos desnecessários ao sistema de saúde pública.

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