Ações estratégicas para prevenção e controle da sífilis em gestantes na Atenção Primária à Saúde no período de 2015 a 2019: uma revisão de escopo

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A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) de fácil diagnóstico e tratamento que ainda permanece um problema de saúde pública mundial, principalmente, nos países em desenvolvimento como o Brasil e, especialmente, quando é identificada em gestantes. Para controlar a doença e promover a saúde das gestantes e recém-nascidos do país, os serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) precisam realizar ações importantes em vários eixos de atuação, que vão desde a educação em saúde e capacitação dos profissionais às atuações de gestões e resposta rápida nas redes de atenção à saúde. Identificar e analisar as dificuldades e facilidades das ações estratégicas para a redução e prevenção da sífilis em gestantes da Atenção Primária à Saúde no Brasil descritas na literatura científica no período de 2015 a 2019, à luz da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Trata-se de uma revisão de escopo que analisou publicações de cinco bases de dados: Scielo, Lilacs/BVS, Medline/Pubmed, Scopus e Catálogo de teses e Dissertações da CAPES. No mês de outubro de 2022 foi realizada uma busca na literatura, utilizando-se como estratégia de busca os descritores reconhecidos pelos sistemas de Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): (sífilis) AND (gestante OR gravidez) AND (Brasil). Foram identificados 359 estudos, e destes, 13 trabalhos preencheram os critérios de elegibilidade. A pesquisa utilizou o check-list PRISMA e foi registrada na Open Science Framework. As ações estratégicas evidenciadas nos estudos pertenciam aos eixos de educomunicação, qualificação das informações estratégicas e cuidado integral, incluindo a resposta rápida à sífilis. As principais potencialidades das ações foram o acesso à educação, qualidade da assistência pré-natal, notificação e registro de informações adequados, e a atuação da gestão em saúde. As dificuldades encontradas para a implementação das ações devem-se às falhas de comunicação e educação em saúde, na assistência pré-natal, no monitoramento da doença e na organização da gestão, além da influência do perfil social e comportamental da gestante. Apesar das melhorias e avanços na abordagem das gestantes com sífilis, ainda existem barreiras que dificultam a redução da doença no país, com destaque para as dificuldades na educomunicação e na qualidade da assistência pré- natal, sendo necessário o aprimoramento das políticas públicas e ações envolvidas na prevenção e redução da transmissão da sífilis para auxiliar no controle da doença no país.

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