Políticas Públicas e prematuridade: analisando tendências e determinantes dos nascimentos pré-termos no Espírito Santo
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Resumo
O presente estudo investigou a tendência temporal dos nascimentos prétermos no Estado do Espírito Santo, juntamente com a identificação dos fatores determinantes associados, oferecendo uma visão abrangente sobre esse fenômeno crucial para a saúde materno-infantil. A prematuridade é reconhecida como um desafio significativo de saúde pública em âmbito global. Portanto, compreender suas tendências temporais e os determinantes específicos em contextos locais, como o Espírito Santo, é essencial para o desenvolvimento de políticas públicas preventivas e intervenções eficazes. O objetivo central deste estudo foi analisar a evolução temporal dos nascimentos pré-termos no Espírito Santo e identificar os fatores determinantes que influenciam essa tendência. A pesquisa explorou as variações temporais, considerando fatores socioeconômicos, demográficos e o acesso aos serviços de saúde. Utilizando uma abordagem ecológica, analisaremos dados retrospectivos de nascimentos ocorridos no Estado do Espírito Santo, ao longo de um período determinado. Métodos estatísticos e epidemiológicos foram empregados para identificar padrões temporais e associações entre nascimentos pré-termos e variáveis específicas. A análise levará em consideração tanto os aspectos individuais quanto os determinantes sociais mais amplos. Os resultados revelaram várias associações significativas entre fatores sociodemográficos e a prematuridade. Houve uma leve predominância de prematuros do sexo masculino (53%) e uma maior prevalência entre bebês de raça/cor preta, amarela e indígena, enquanto pardos mostraram menor prevalência. A maioria dos bebês prematuros apresentou baixo peso ao nascer e maior incidência de anomalias congênitas. Além disso, observou-se que esses bebês tendem a ter escores de Apgar inferiores a 7 no 1º e 5º minutos de vida. As mães de bebês prematuros, em geral, apresentaram menor escolaridade, idade extrema (<19 ou >35 anos), e muitas realizaram menos consultas pré-natais adequadas. Gestantes com gravidez gemelar e aquelas que passaram por partos cesáreos também apresentaram maior prevalência de prematuridade. A análise evidenciou uma tendência estacionária na taxa de prematuridade no Espírito Santo, embora com variações regionais, como o aumento da prematuridade em Barra de São Francisco, Santa Teresa e Vitória, e sua diminuição em Alegre, Cachoeiro de Itapemirim e Itapemirim. Esses achados reforçam a importância de estratégias preventivas focadas em grupos de maior risco, destacando a relevância da escolaridade materna, do suporte social e da adequação das consultas pré-natais na redução da prematuridade. O estudo evidenciou a persistência da prematuridade como um problema de saúde pública no Espírito Santo, com variações associadas a fatores sociodemográficos, econômicos e de acesso à saúde. As disparidades regionais e sociais, bem como a escolaridade materna e as diferenças raciais e de gênero, foram identificadas como fatores cruciais, indicando a necessidade de políticas públicas que priorizem a educação, o acompanhamento pré-natal adequado e abordagens integradas para promover a equidade na saúde materno-infantil.
