Compreendendo a determinação social em saúde e os hábitos de vida na obesidade: uma análise do sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (2018-2023)

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A obesidade é um grave problema de saúde pública, com crescimento alarmante também no Brasil, onde sua prevalência aumentou 72% em treze anos. A mesma afeta principalmente adultos entre 25 e 44 anos e está ligada a fatores genéticos, sociodemográficos, comportamentais e alimentares. Ao compreender a dinâmica da obesidade com base em dados locais, este estudo busca subsidiar o planejamento e a avaliação de políticas públicas no âmbito municipal, contribuindo para a promoção da saúde e para a construção de uma comunidade mais saudável, equitativa e resiliente. Analisar a prevalência e fatores associados à obesidade em Vitória no Espirito Santo no período de 2018 a 2023. Trata se de um estudo ecológico realizado no ano de 2024 por meio de análise de dados secundários sobre a prevalência de fatores de risco modificáveis e não modificáveis para sobrepeso e obesidade através do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL). Foram incluídos neste estudo indivíduos em idade adulta ≥18 residentes no município de Vitória que tenham participado da pesquisa no período analisado. O estudo contou com uma amostra de 3200 indivíduos. Ao longo do período analisado, a prevalência de obesidade entre adultos manteve-se estável em 18,0%, com taxas semelhantes entre homens e mulheres. Indivíduos com menor escolaridade (1 a 4 anos de estudo) apresentaram as maiores prevalências, chegando a 47,1% em 2018, enquanto aqueles com 12 anos ou mais tiveram valores menores, de 13,2% em 2019 a 16,5% em 2023. O consumo de alimentos ultraprocessados foi alto na população geral. A prática de atividade física no lazer se mostrou como fator protetor contra a obesidade, enquanto a atividade no deslocamento não mostrou associação significativa. Hipertensão e diabetes foram mais prevalentes entre obesos, que também relataram pior autoavaliação de saúde. As análises indicam que a obesidade está fortemente associada a fatores socioeconômicos, comportamentais e de saúde autorreferida. O enfrentamento da obesidade exige políticas públicas integradas que promovam alimentação saudável, atividade física e reduzam desigualdades.

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