Análise do perfil de gestantes com sífilis no município de Cariacica-ES à luz da Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal
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Resumo
A sífilis é um sério problema de saúde pública. A principal via de transmissão é o contato sexual e, quando não tratada, durante a gestação, pode ocasionar complicações para o bebê. Em prol de atenção humanizada, o Ministério da Saúde formalizou a Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal instituída em 2011 com o objetivo de orientar e organizar a assistência à gestante, parturiente e recém-nascidos no sistema de saúde brasileiro. Trata-se de pesquisa exploratória caracterizada por estudo transversal com coleta retrospectiva de dados secundários de casos notificados, entre 2017 a 2021, disponibilizados pelo Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Secretária de Saúde do município de Cariacica (SEMUS). Foram coletadas as informações: idade; raça; escolaridade; zona de residência; nível de atenção em saúde; idade gestacional; classificação clínica e tratamento. Realizou-se análise descritiva dos dados. No período entre 2017 a 2021 houve 1.258 casos de sífilis gestacional. A faixa etária de 20 a 24 anos representou 34,1%, e 66,9% se autodeclararam negras. A maioria tinha o ensino fundamental e médio incompleto (40,4%), 87,8% residiam na zona urbana, 51,4% foram atendidas na atenção primária e 21,2% declararam idade gestacional no primeiro trimestre da gravidez. Clinicamente, 17,9% estavam na fase latente e a penicilina G benzatina 7.200.000UI foi a mais prescrita para o tratamento (74,2%). A maioria das mulheres são adultas jovens, negras e com baixa escolaridade e buscam atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A idade gestacional foi frequentemente omitida e os testes realizados apresentaram taxas de resultados reagentes consideráveis. Isso destaca a importância de aprimorar estratégias nas UBSs, conscientizar as gestantes sobre a sífilis, seus riscos e a importância do pré-natal adequado, o que é preconizado na Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal. Essas estratégias podem contribuir para melhorar a detecção precoce e o tratamento eficaz da sífilis em gestantes, reduzindo assim os riscos para a mãe e o feto no manejo desses casos.
