Evolução temporal da taxa de internação por síndromes hipertensivas da gestação no Espírito Santo entre 2012 e 2023: análise sob o olhar das políticas públicas do Brasil
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Resumo
As Síndromes Hipertensivas da Gestação (SHG) incluem condições como hipertensão crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia e Síndrome HELLP, com graves riscos à saúde materna e fetal. Os casos de SHG foram predominantes em mulheres de 20 a 29 anos (44,7%) e de 30 a 39 anos (38,1%), associando-se ao aumento de obesidade e doenças crônicas. Adolescentes de 15 a 19 anos mantiveram estabilidade (11,2%), enquanto mulheres de 40 a 49 anos registraram aumento contínuo (6%). Mulheres pardas apresentaram as maiores taxas (59,8%), seguidas por brancas (16,7%) e pretas (7,5%). Guarapari e Vitória destacaram-se com as maiores tendências de crescimento, com coeficientes β de 2,56 e 1,92, enquanto Montanha demonstrou redução significativa (β de -6,57). Vitória liderou em número absoluto de internações (9.895 casos, 40,35% do total). As taxas de incidência oscilaram entre 20,0 e 52,0 por 10.000 habitantes, sendo Montanha a região com os índices mais altos (45,6 a 52,0), reafirmando sua relevância estadual. As internações por SHG refletem desigualdades etárias, raciais e regionais. Mulheres de 20 a 39 anos lideram, associadas à fecundidade, obesidade e doenças crônicas. Taxas estáveis entre adolescentes apontam avanços no pré-natal, mas requerem atenção contínua. O aumento entre mulheres de 40 a 49 anos ressalta a importância de monitoramento em gestações tardias. Pardas têm as maiores taxas, indicando desigualdades no acesso à saúde, enquanto brancas apresentam menores índices. Pretas enfrentam desafios que ampliam vulnerabilidades. Regionalmente, Guarapari e Vitória mostram falhas em prevenção, mesmo com boa infraestrutura. A redução em Montanha sugere avanços, mas taxas ainda altas. Montana liderou em números absolutos, refletindo registro eficiente e concentração populacional, reforçando a necessidade de estratégias regionais. O estudo sublinha a necessidade de políticas de saúde pública direcionadas para melhorar o acesso aos cuidados pré-natais e programas de prevenção adaptados às especificidades regionais, etárias e raciais.
