Características e fatores associados à Covid longa em indivíduos atendidos em um ambulatório do município de Bom Jesus do Itabapoana, Rio de Janeiro: um comparativo entre adultos e idosos

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Mesmo após três anos do início da pandemia, os especialistas ainda tentam entender as implicações da COVID-19. Após altos investimentos para controle da pandemia, os sistemas de saúde enfrentam um novo desafio, a Covid longa. Estudos mostram que os problemas causados pela doença não terminam com o fim da infecção, e apontam que metade das pessoas que tiveram COVID-19 apresentam sequelas que podem perdurar por meses e até anos. São descritos inúmeros sintomas associados à Covid longa, e estes podem envolver até dez órgãos diferentes do corpo humano. A heterogeneidade das manifestações e o entendimento incompleto acerca dos fatores associados representa um atual problema de saúde pública. Analisar as características e sintomas de Covid longa e sua associação com o envelhecimento em indivíduos com Covid longa atendidos em um ambulatório do município de Bom Jesus do Itabapoana, Rio de Janeiro. Trata-se de um estudo observacional, transversal, com abordagem quantitativa, realizada através de 286 prontuários de indivíduos adultos e idosos com Covid longa atendidos no ambulatório de pós-covid do município de Bom Jesus do Itabapoana, Rio de Janeiro, no período de 2020 a 2022. As características demográficas e clinicas foram obtidas através do registro das variáveis faixa etária, sexo, raça, tabagismo, etilismo e doenças crônicas não transmissíveis prévias (cardiovascular, respiratória, oncológica e outras). Os sintomas foram agrupados de acordo com os sistemas musculoesquelético, respiratório, cardiovascular, neurológico, sensorial, hematológico, gastrointestinal, metabólico e transtorno mental. Para associação das características e sintomas com o envelhecimento, a amostra foi dividida de acordo com a faixa etária, considerando como idosos os indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos. A análise foi realizada através do teste de qui-quadrado ou exato de Fisher, adotando-se um nível de significância de 5%. Dos 286 participantes com Covid Longa, a maioria era adulto (64,3%), do sexo feminino (62,9%) e da raça branca (44,4%). Grande parte da amostra possuía doenças associadas, sendo a hipertensão arterial a mais frequente (41,6%), seguida de diabetes e obesidade. Mais da metade (67,5%) não havia sido vacinada ou completado o esquema vacinal da COVID-19. Os sintomas mais relatados de Covid Longa foram os relacionados ao sistemas musculoesquelético seguida do sistema respiratório. A faixa etária dos idosos associou-se significativamente (p<0,05) com a internação hospitalar, vacinação com duas ou mais doses, ter sido assintomático durante a infecção aguda, possuir HAS ou outra doença cardiovascular. Já os adultos tiveram associação com a obesidade, e apresentaram maior prevalência de sintomas de Covid Longa, com associação estatisticamente significativa para dispneia, ansiedade, dorsalgia e ageusia. Os sistemas musculoesquelético e respiratório foram os mais afetados pela Covid Longa. As características associadas ao idoso foram internação hospitalar, vacina, assintomático durante a infecção aguda, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. O grupo adultos estava associado à obesidade, e maior prevalência de dispneia, ansiedade, dorsalgia e ageusia. É fundamental que os serviços de saúde efetuem a vigilância epidemiológica relacionada à Covid longa, para embasar o planejamento, a elaboração, e implementação de políticas públicas para esta população.

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