Dinâmica da dengue no Espírito Santo: efeitos climáticos, território e mediação do estado nas desigualdades sociais (2022-2024)

dc.contributor.advisorBezerra, Italla Maria Pinheiro
dc.contributor.authorBauduina, Eloiza Toledo
dc.date.accessioned2026-08-13T12:01:33Z
dc.date.issued2026-03-31
dc.description.abstractAo longo dos anos, a dengue consolidou-se como uma doença predominantemente urbana, associada ao crescimento desordenado das cidades. Condições climáticas favoráveis, como altas temperaturas e alternância entre períodos secos e chuvosos, contribuem para a proliferação do Aedes aegypti. A ocorrência da doença está relacionada a contextos de urbanização intensa, saneamento precário e vulnerabilidade social. Analisar a ocorrência da dengue no estado do Espírito Santo, no período de 2022 a 2024, considerando a influência das condições climáticas e desigualdades sociais. Trata-se de um estudo ecológico, realizado com base nas notificações de dengue, conduzido com base em dados secundários, agregados do Sistema InfoDengue. Foram descritas as características territoriais, socioeconômicas e climáticas das microrregiões do Espírito Santo, bem como a realização de análises de modelagem estatísticas referentes aos efeitos das condições climáticas sobre a transmissão da dengue no estado. Sendo os dados interpretados à luz de eixos analíticos estruturais. No período foram registradas 477.197 ocorrências de dengue, distribuídas em 78 municípios analisados. Observou-se crescimento expressivo ao longo do triênio, evidenciando incremento substancial naquele número. A microrregião Metropolitana concentrou a maior proporção de registros (n=200.398), destacando-se de forma predominante em todos os anos avaliados. As análises estatísticas demonstraram uma relação positiva entre as alterações climáticas e os casos de dengue registrados, confirmando a relação entre temperatura e umidade relativa do ar no aumento de reprodução do vetor e, consequentemente, na transmissão do vírus da dengue. Evidenciou-se que a dinâmica da dengue no Espírito Santo apresenta forte componente temporal e territorial, marcada por intensificação epidêmica, distribuição heterogênea entre microrregiões e padrão sazonal associado às primeiras semanas epidemiológicas do ano. Verifica-se que o estado do Espírito Santo apresenta uma heterogeneidade territorial marcada por desigualdades socioeconômicas e de infraestrutura, organizadas em três contextos (metropolitano, interiorano e serrano), que influenciam diretamente a dinâmica da dengue, com maior concentração em áreas urbanas densas, expansão para novos territórios e associação a condições socioambientais vulneráveis. Os resultados apresentam novas evidências sobre a concepção da dengue como um fenômeno complexo e multifatorial, relacionadas a aspectos determinantes que interagem entre si, como ambientais, sociais, territoriais e institucionais. A distribuição das notificações de dengue no território capixaba é heterogênea, porém se concentra de forma expressiva em regiões marcadas pela urbanização, pelos déficits de infraestrutura e pela fragilidade das políticas públicas para as ações de vigilância e controle - considerando a sazonalidade da doença.
dc.identifier.urihttps://ri.emescam.br/handle/123456789/682
dc.languagepor
dc.language.isopt
dc.subjectDengue
dc.subjectVulnerabilidade social
dc.subjectPolíticas Públicas
dc.subjectAlterações Climáticas
dc.titleDinâmica da dengue no Espírito Santo: efeitos climáticos, território e mediação do estado nas desigualdades sociais (2022-2024)
dc.typeDissertação

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