Contribuição da análise do comportamento aplicada para as políticas de saúde da pessoa com transtorno do espectro autismo
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No Brasil, estima-se que existam cerca de 2 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro Autismo (TEA), das quais dependem da implementação de políticas públicas que permitam alcançar o pleno e efetivo tratamento. O tratamento consiste em intervenção precoce, iniciada logo após o diagnóstico por uma equipe interdisciplinar. A análise do comportamento aplicada (ABA), é uma modalidade terapêutica que tem sido utilizada mundialmente e alcançado resultados exitosos, como, melhora na comunicação, relações sociais e independência nesta população. Entretanto, o acesso a este tipo de intervenção ainda não é universal, apesar de estar recomendada nas Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo, do Ministério da Saúde em 2014. Descrever as potencialidades, barreiras e proposições da ABA ambulatorial para as Políticas de Saúde da Pessoa com Transtorno do Espectro Autismo. Trata-se de uma revisão de escopo, conduzida de acordo com os critérios Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) extension for scoping reviews. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados: Pubmed, Lilacs, Psycoinfo, Web of Science e Scopus por meio da combinação dos (“Applied Behavior Analysis”) AND (Autistic OR Autism). Foram elegíveis os estudos originais com pessoas com TEA e que utilizaram ABA como intervenção em ambulatório, e as seguintes informações foram extraídas: local, período, amostra, protocolo de intervenção, resultados obtidos e as potencialidades e barreiras do uso do ABA. As principais potencialidades da ABA foram a melhora das habilidades sociais, motora e comunicação, mesmo nos estudos realizados com dosagens inferiores ao preconizado para terapia intensiva. Entre as principais barreiras descritas, destacam- se o envolvimento e a alta disponibilidade necessária da família, quantidade de profissionais habilitados, acesso a uma equipe multidisciplinar e custos. A literatura indica que a ABA pode ser um recurso potencial para otimização das políticas de saúde da pessoa com TEA, uma vez que promove a independência nas atividades de vida diária e redução dos principais sintomas, melhorando a qualidade de vida dos usuários. Para promoção do acesso universal e igualitário aos serviços para a promoção, proteção e recuperação da pessoa autista, propõe-se uma integralidade das ações e a intersetorialidade das políticas, com investimentos na ampliação de serviços de saúde, incentivo a qualificação profissional e familiar, assim como uma rede de amparo a família, possibilitando o acesso aos serviços.
