A implementação de unidade de atenção psicossocial em um município do interior do Espírito Santo: desafios e perspectivas
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Estudo relacionado com a política pública de saúde mental, na especificidade da implantação e funcionamento de um serviço de atendimento a pessoas com transtornos mentais em um município de pequeno porte, tendo como objetivo geral analisar o processo de implantação e o funcionamento de uma Unidade de Atenção Psicossocial (UAPS) em um município do interior do Espírito Santo, com vistas a desvelar os desafios e as perspectivas para a efetivação da política pública de saúde mental no município. Trata-se de pesquisa social desenvolvida a partir da abordagem qualitativa, cujo delineamento foi o Estudo de Caso. A coleta de dados compreende a realização de entrevistas semiestruturadas, associadas à técnica de análise documental. Para o tratamento dos dados, adotou-se o método de Análise de Conteúdo. Os resultados revelam que a UAPS foi criada ante a impossibilidade de o município criar um CAPS I, que esse serviço funciona com uma equipe minimamente composta por médico psiquiatra, enfermeiro, psicólogo e assistente social, totalizando quatro profissionais. Essa composição mínima não garante o atendimento pleno às demandas, restando constituída uma demanda reprimida de atenção em saúde mental no município. Além disso, os dados obtidos revelam que a UAPS busca desenvolver os objetivos de atenção em saúde em conformidade com a Política Nacional de Saúde Mental e a Portaria nº 3.088/11, que institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), mantendo como propósito fortalecer a RAPS no município e o desenvolvimento da atenção em saúde mental centrada nos cuidados com enfoque comunitário. Ainda, os resultados revelam que os profissionais da UAPS buscam efetivar o matriciamento em saúde mental, no entanto, vivenciam diversos desafios na realização das ações de atenção em saúde mental, especialmente no que tange à articulação de ações intra e intersetoriais, segundo eles, por falta de sensibilidade de alguns profissionais da Estratégia Saúde da Família e da Atenção Primária à Saúde, além de outros setores do município em atuar sobre as demandas relacionadas com a saúde mental e os usuários dessa política pública.
