Prevalência e fatores associados à existência de cuidadores em idosos assistidos por uma unidade de saúde da família em Vitória-ES
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Resumo
Em função do envelhecimento acelerado da população nas últimas décadas, este tema tem se tornado pauta de diversos estudos e debates. Do ponto de vista biológico, o envelhecimento gera o declínio das funções sistêmicas, tornando o indivíduo mais vulnerável às doenças, incapacidades e, consequentemente, mais dependente de cuidados. Este cuidado é fornecido, majoritariamente, pela família, que na ausência ou ineficácia das políticas públicas, assume o papel de única responsável pelo bem-estar do idoso. O presente estudo tem por objetivo verificar a prevalência e os fatores associados à existência do cuidador à luz das políticas públicas de saúde. Trata-se de um estudo observacional, transversal, analítico e de caráter quantitativo que foi realizado com idosos assistidos por uma Unidade de Saúde da Família de Vitória-ES. Para traçar o perfil dos idosos foram consideradas variáveis referentes ao perfil sociodemográfico e econômico, condições de saúde e hábitos de vida e arranjo familiar. Quando verificada a existência de cuidadores, foi ainda, traçado o perfil destes. Os dados referentes ao perfil dos idosos foram analisados de forma descritiva e inferencial através do teste de Chi-quadrado de Pearson e Regressão Logística de Poisson. Para todas as análises foi considerado um nível de significância de p<0,05 e a variável desfecho foi a existência do cuidador. A prevalência de cuidadores de idosos foi de 22% e estava associada, significativamente, com idade superior a 80 anos ou mais, ser pensionista, não praticar atividades de lazer, ter a capacidade funcional alterada, possuir residência multigeracional e não sair sozinho. Na análise multivariada, controlada para os fatores de confusão, a existência de cuidador foi 3,8 vezes mais frequente entre idosos que não saem de casa sozinhos, e 41% menos frequente entre idosos que coabitam em residências multigeracionais. Por se entender que o cuidador é, normalmente, um membro da própria família e que a família é quem constitui a principal rede de apoio do idoso, se fazem necessários programas que orientem, capacitem e acolham esses idosos e seus respectivos cuidadores, assegurando-lhes condições ideais para um cuidado digno e com qualidade e assim, contribuir para um envelhecimento mais ativo e saudável, conforme é preconizado pelas políticas públicas de saúde.
