Violência contra a mulher no município de Presidente Kennedy: número de casos e as políticas de atenção à saúde da mulher

Resumo

A discussão referente às desigualdades entre homens e mulheres, não é de agora, longe disso, dos gregos antigos até bem pouco tempo atrás, na escala metafísica que faz a divisão dos seres humanos, o gênero feminino era inferior, diante disso, somente por isso o gênero masculino podia ter uma vida pública. Analisar a violência contra a mulher no município de Presidente Kennedy, quanto a incidência, as políticas de atenção existentes e os impactos biopsicossociais sobre as vítimas. Trata-se de um estudo de abordagem mista, realizado em duas etapas. A primeira etapa, será realizado em estudo de abordagem quantitativa, do tipo ecológico, exploratório, transversal, retrospectivo com utilização de dados secundários do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) para investigar o número de casos da violência contra a mulher no município de Presidente Kennedy. A segunda etapa, será um estudo de abordagem qualitativa com foco na percepção da gestão sobre o fluxo de trabalho do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). O estudo apresentou um cenário de um total de 498 casos durante janeiro de 2023 a janeiro de 2024, em que a violência física foi a mais frequente, com 200 (40,16%) ocorrências, seguida por violência psicológica (150 / 30,12%), sexual (70 / 14,06%), patrimonial (50 / 10,04%) e moral (28 / 5,61%) e as mulheres brancas foram as mais acometidas (250 / 50%). As informações apontam que as mulheres de 25 a 34 anos são as mais impactadas. Ainda pesquisa revelou que a maior parte das reclamações vem do Centro de Referência de Assistência Social (CREAS), destacando a relevância de uma rede de suporte multidisciplinar. Embora a Lei Maria da Penha seja eficaz, a execução de suas diretrizes ainda é insatisfatória, destacando a demanda por formação de profissionais e conscientização da comunidade para fortalecer a confiança nas denúncias. Os resultados destacam a necessidade de políticas públicas mais unificadas e eficazes que respeitem as particularidades das vítimas, levando em conta os aspectos étnicos e sociais da violência de gênero. A luta contra a violência de gênero em Presidente Kennedy não se restringe apenas à resposta imediata às denúncias, mas deve envolver uma transformação cultural ampla, que desafie as normas de gênero, promova a autonomia econômica das mulheres e fortaleça uma rede de apoio solidária e acessível. A proteção e a dignidade das mulheres devem ser um objetivo comum em toda a sociedade, ressaltando que, ao garantir a segurança e o bem-estar das mulheres, estamos promovendo um direito humano fundamental e avançando na direção à equidade de gênero.

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