Trombose venosa profunda: um olhar sobre a atenção da política de saúde e o atendimento no SUS/ES
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Introdução: Este estudo tem como tema a trombose venosa profunda, uma doença que atinge todas as camadas sociais, independente de gênero e/ou idade. O acometimento pela doença ocasiona uma mudança brusca na vida do acometido, uma vez que o processo de doença acontece de maneira lenta, insidiosa e gradativa, levando a invalidez temporária ou definitiva, deixando marcas indeléveis no indivíduo e entre seus familiares. Contudo, é uma doença que pode ser controlada, mas seu agravamento é bastante comum devido à dificuldade de acesso ao profissional especializado, bem como, pela dificuldade de realização de exames diagnósticos e procedimentos terapêuticos. Objetivo: Avaliar aspectos sociodemográficos e o acesso a atenção à saúde dos pacientes com trombose venosa profunda. Métodos: Estudo descritivo, de corte transversal. Aplicado instrumento de avaliação contendo variáveis sociodemográficas, de qualidade do atendimento aos usuários e perguntas sobres recursos financeiros aos gestores, e perguntas sobre materiais/insumos e satisfação no trabalho para enfermagem. Estudo realizado em três unidades terciárias do SUS no estado do Espírito Santo. Resultados: Os 200 participantes se caracterizaram por serem do sexo feminino (86,5%), não brancos (79,5%), com renda até um salário-mínimo, ensino fundamental incompleto (68,0%), procedência de área rural (82,5%), maior faixa etária entre 51 a 60 anos (25,5%). Feitas críticas quanto a acesso a consulta, exames complementares e leito hospitalar e na qualidade aos serviços prestados (81%). A enfermagem identificou amadorismo na assistência e reenvidou investimento em capacitação. Os gestores identificaram financiamento limitado pelo estado e pedem participação com royalties do petróleo e do capital privado. Conclusão: Os participantes se caracterizaram por serem do sexo feminino, não brancos, com baixa renda, ensino fundamental incompleto, procedência de área rural e maior faixa etária entre 51 e 60 anos (25,5%). Relataram limitação ao acesso a consultas, leitos hospitalares e exames complementares. A enfermagem sente necessidade de capacitação e os gestores ressentem-se de maior investimento para melhorar a qualidade no atendimento aos pacientes.
