O trabalho do assistente social no centro de atenção psicossocial

dc.contributor.advisorRossoni, Cláudia Gomes
dc.contributor.authorCordeiro, Maria Gabriela Louzada
dc.contributor.authorSoares, Valéria Fermal
dc.date.accessioned2025-10-06T13:42:41Z
dc.date.issued2024-06-15
dc.description.abstractO assistente social na saúde mental concilia as demandas de saúde da comunidade com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e estabelece vínculos com a rede socioassistencial. Sua atuação na saúde mental remonta à criação da Seguridade Social, mas evoluiu com a Reforma Psiquiátrica, que encara a loucura como fenômeno social, político e histórico. A política de saúde mental no Brasil evoluiu ao longo do tempo, refletindo as transformações sociais e ideológicas do país. Inicialmente marcada pela institucionalização em hospitais psiquiátricos, caracterizados por condições desumanas, a abordagem começou a mudar com o movimento da Reforma Psiquiátrica a partir dos anos 1970. A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1990 representou um marco ao garantir princípios de universalidade, equidade e integralidade, incluindo os cuidados em saúde mental como parte integrante dos serviços oferecidos. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Brasil é estruturada para oferecer cuidado integral à saúde mental e às necessidades relacionadas ao uso de substâncias psicoativas, dentro do SUS. Composta por diversos componentes a RAPS promove a integralidade do cuidado, respeitando os direitos humanos, combatendo estigmas e garantindo acesso equitativo a serviços de qualidade. Essa abordagem multiprofissional e interdisciplinar visa à inclusão social e à melhoria da qualidade de vida dos usuários. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são unidades de saúde comunitárias que oferecem cuidado acessível e multidisciplinar para indivíduos com transtornos mentais graves e persistentes, além de problemas relacionados ao uso de substâncias como crack e álcool. Esses centros visam evitar internações hospitalares desnecessárias, promover a reinserção social dos pacientes e articular a rede de saúde mental, desempenhando um papel estratégico na Política de Saúde Mental do país. O trabalho do assistente social nos CAPS é fundamental para viabilizar o acesso dos usuários aos direitos sociais e promover sua reintegração social. Atuando de maneira interdisciplinar, além de orientar sobre benefícios e direitos, o assistente social desafia estigmas e promove a inclusão social, trabalhando em conjunto com a comunidade e outras redes de suporte para fortalecer o cuidado integral e a autonomia dos usuários dentro da Política de Saúde Mental. Concluímos que a atuação do assistente social no CAPS se baseia nos princípios da Reforma Psiquiátrica e na defesa do acesso à saúde dos usuários, com uma perspectiva de defesa do Sistema Único de Saúde universal e integral. No entanto, nota-se uma intensificação do trabalho, consequência das abordagens neoliberais, privatização e focalização das políticas sociais e econômicas, o que impacta diretamente as ações do assistente social.
dc.description.sponsorshipRossoni, Cláudia Gomes
dc.identifier.urihttps://ri.emescam.br/handle/123456789/313
dc.languagepor
dc.subjectAssistente Social
dc.subjectSaúde Mental
dc.subjectRede de Atenção Psicossocial (RAPS)
dc.subjectCentros de Atenção Psicossocial (CAPS)
dc.subjectPolítica de Saúde Mental
dc.titleO trabalho do assistente social no centro de atenção psicossocial
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso

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