O trabalho do assistente social no centro de atenção psicossocial

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O assistente social na saúde mental concilia as demandas de saúde da comunidade com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e estabelece vínculos com a rede socioassistencial. Sua atuação na saúde mental remonta à criação da Seguridade Social, mas evoluiu com a Reforma Psiquiátrica, que encara a loucura como fenômeno social, político e histórico. A política de saúde mental no Brasil evoluiu ao longo do tempo, refletindo as transformações sociais e ideológicas do país. Inicialmente marcada pela institucionalização em hospitais psiquiátricos, caracterizados por condições desumanas, a abordagem começou a mudar com o movimento da Reforma Psiquiátrica a partir dos anos 1970. A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1990 representou um marco ao garantir princípios de universalidade, equidade e integralidade, incluindo os cuidados em saúde mental como parte integrante dos serviços oferecidos. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Brasil é estruturada para oferecer cuidado integral à saúde mental e às necessidades relacionadas ao uso de substâncias psicoativas, dentro do SUS. Composta por diversos componentes a RAPS promove a integralidade do cuidado, respeitando os direitos humanos, combatendo estigmas e garantindo acesso equitativo a serviços de qualidade. Essa abordagem multiprofissional e interdisciplinar visa à inclusão social e à melhoria da qualidade de vida dos usuários. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são unidades de saúde comunitárias que oferecem cuidado acessível e multidisciplinar para indivíduos com transtornos mentais graves e persistentes, além de problemas relacionados ao uso de substâncias como crack e álcool. Esses centros visam evitar internações hospitalares desnecessárias, promover a reinserção social dos pacientes e articular a rede de saúde mental, desempenhando um papel estratégico na Política de Saúde Mental do país. O trabalho do assistente social nos CAPS é fundamental para viabilizar o acesso dos usuários aos direitos sociais e promover sua reintegração social. Atuando de maneira interdisciplinar, além de orientar sobre benefícios e direitos, o assistente social desafia estigmas e promove a inclusão social, trabalhando em conjunto com a comunidade e outras redes de suporte para fortalecer o cuidado integral e a autonomia dos usuários dentro da Política de Saúde Mental. Concluímos que a atuação do assistente social no CAPS se baseia nos princípios da Reforma Psiquiátrica e na defesa do acesso à saúde dos usuários, com uma perspectiva de defesa do Sistema Único de Saúde universal e integral. No entanto, nota-se uma intensificação do trabalho, consequência das abordagens neoliberais, privatização e focalização das políticas sociais e econômicas, o que impacta diretamente as ações do assistente social.

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