Entre o trabalho e o direito à saúde: conhecimentos, atitudes e práticas de pescadores da Grande Vitória na prevenção do câncer de pele

dc.contributor.advisorBezerra, Italla Maria Pinheiro
dc.contributor.authorGomes, Katia Aparecida Nunes Faria
dc.date.accessioned2026-08-13T13:13:33Z
dc.date.issued2026-04-29
dc.description.abstractIntrodução: a exposição solar ocupacional dos pescadores torna essa população mais vulnerável ao desenvolvimento do câncer de pele. Nesse contexto, estudos que investiguem os conhecimentos, atitudes e práticas desses trabalhadores em relação à fotoexposição e à fotoproteção são de grande relevância. Objetivo: analisar o conhecimento, as atitudes e as práticas de pescadores acerca da prevenção do câncer de pele, à luz das expressões da questão social, do papel e poder do Estado e do direito à saúde. Método: trata-se de um estudo observacional do tipo transversal, realizado com pescadores de municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória/ES. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário CAP (Conhecimento, Atitude e Prática), adaptado para avaliar os saberes e as práticas dos pescadores acerca do câncer de pele e de sua prevenção. Os dados foram organizados por meio de análise descritiva e analítica, com utilização de métodos estatísticos, sendo posteriormente interpretados de forma crítica a partir dos eixos: papel e poder do Estado, expressões da questão social e direito à saúde. Resultados: foram incluídos 47 pescadores, todos do sexo masculino. Observou-se que a maioria apresentava fototipos elevados (IV e V) e intensa exposição solar, sendo que 83% relataram exposição superior a quatro horas diárias, principalmente no período entre 10h e 16h. Apesar da elevada exposição, apenas dois participantes (4,3%) relataram diagnóstico prévio de câncer de pele, e apenas um (2,1%) apresentou histórico familiar da doença. Os resultados sugerem que, embora exista conhecimento sobre os riscos da exposição solar e sua relação com o câncer de pele, esse conhecimento não se traduz, necessariamente, em atitudes e práticas preventivas. Considerações finais: embora os pescadores apresentem conhecimento acerca dos riscos da exposição solar e reconheçam a importância da prevenção, esse saber mostra-se fragmentado e não se traduz de forma consistente em atitudes e práticas preventivas. As atitudes revelam um reconhecimento simbólico do cuidado, porém não priorizado frente às exigências do trabalho. Já as práticas evidenciam baixa adesão à fotoproteção, marcada por exposição prolongada ao sol e uso limitado de equipamentos de proteção. Assim, a relação entre conhecimento, atitudes e práticas na prevenção do câncer de pele entre pescadores revela que esse processo não ocorre de forma linear, mas é mediado por determinantes estruturais, condições de trabalho e pela atuação do Estado. A transição entre conhecimento e prática é atravessada por um conjunto de barreiras estruturais, tais como a informalidade do trabalho, a necessidade de produção, o acesso limitado a insumos de proteção e as condições concretas de vida e trabalho.
dc.identifier.urihttps://ri.emescam.br/handle/123456789/685
dc.languagepor
dc.language.isopt
dc.subjectCâncer de Pele
dc.subjectNeoplasia Cutânea
dc.subjectCâncer Cutâneo
dc.subjectSaúde do Trabalhador
dc.subjectPolíticas Públicas
dc.titleEntre o trabalho e o direito à saúde: conhecimentos, atitudes e práticas de pescadores da Grande Vitória na prevenção do câncer de pele
dc.typeDissertação

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