Trabalho em enfermagem e políticas de saúde: conexões entre condições laborais, sofrimento psíquico e qualidade de vida

dc.contributor.advisorSilva, Alan Patrício da
dc.contributor.authorSouza, Maria do Perpétuo Socorro Oliveira de
dc.date.accessioned2026-08-13T14:08:38Z
dc.date.issued2026
dc.description.abstractA Enfermagem constitui uma das maiores forças de trabalho em saúde e desempenha papel central na execução cotidiana das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS). Apesar de sua relevância estratégica, as transformações recentes na organização do trabalho em saúde, marcadas por elevada demanda assistencial, subfinanciamento e precarização das condições laborais, têm intensificado o sofrimento psíquico e comprometido a qualidade de vida desses profissionais. Analisar as condições laborais, o sofrimento psíquico e a qualidade de vida dos profissionais de enfermagem atuantes na Atenção Primária à Saúde. Estudo transversal, descritivo e correlacional, realizado em uma Unidade de Referência em Atenção Primária localizada no município de Rio Branco, Acre, com 24 profissionais de enfermagem. Foram aplicados o Inventário de Burnout de Maslach (MBI) e o WHOQOL-bref. Os dados foram analisados no software IBM SPSS Statistics, por meio de estatística descritiva, correlações de Spearman, análise de regressão linear múltipla e comparação entre categorias profissionais. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. 12,5% dos participantes apresentaram quadro indicativo de Síndrome de Burnout e 29,2% estavam em risco elevado, totalizando 41,7% com comprometimento importante da saúde mental. A exaustão emocional atingiu 37,5% da amostra e a baixa realização pessoal foi identificada em 45,8%. A qualidade de vida geral foi moderada (60,4/100), com piores escores nos domínios Meio Ambiente (55,4) e Psicológico (58,7). Observou-se associação negativa forte entre exaustão emocional e qualidade de vida psicológica (r = -0,71), e a regressão indicou os domínios Psicológico e Meio Ambiente como mais fortemente associados à exaustão emocional (R² = 0,58). As condições adversas de trabalho, associadas a fatores psicossociais e ambientais, revelam um cenário de vulnerabilidade que desafia a proteção da saúde dos trabalhadores no âmbito do SUS. Tais achados evidenciam expressões contemporâneas da questão social no campo da saúde e indicam a necessidade de fortalecer a agenda de políticas públicas voltadas à gestão do trabalho e à saúde dos trabalhadores.
dc.identifier.urihttps://ri.emescam.br/handle/123456789/690
dc.languagepor
dc.language.isopt
dc.subjectEnfermagem
dc.subjectProfissionais de Enfermagem
dc.subjectSaúde Mental
dc.subjectAtenção Primária à Saúde
dc.subjectAtenção Básica de Saúde
dc.subjectAtendimento Primário de Saúde
dc.subjectSíndrome de Burnout
dc.titleTrabalho em enfermagem e políticas de saúde: conexões entre condições laborais, sofrimento psíquico e qualidade de vida
dc.typeDissertação

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