Regulação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva não COVID-19 na rede pública estadual do Espírito Santo antes e durante o período da pandemia por COVID-19
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Os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são recursos de alta complexidade e elevado custo, organizados através de centrais de regulação, que funcionam ininterruptamente, com objetivo de regular os leitos hospitalares dos estabelecimentos do Sistema Único de Saúde, buscando otimizar e disponibilizar a alternativa assistencial mais adequada, garantindo assim o acesso dos usuários em tempo hábil e, consequentemente, à recuperação de sua saúde. Analisar a regulação dos leitos das unidades de terapia intensiva adulto não covid-19 dos hospitais da rede pública do estado do Espírito Santo antes e durante o período da pandemia entre agosto a dezembro de 2020. Trata-se de uma pesquisa observacional, transversal com abordagem quantitativa, utilizando os dados dos relatórios da Central de Regulação de Leitos do Espírito Santo, no período de agosto a dezembro de 2019 (antes da pandemia) e de agosto a dezembro de 2020 (durante a pandemia). Foram registrados os números das solicitações, as características dos usuários regulados, como o sexo, idade, tipo de leito e especialidade, e o tempo de regulação em dias, antes e durante a pandemia. O total de internação em UTI não covid-19 no período estudado foi de 26.566, sendo 13.853 (52,2%) antes da pandemia e 12.704 durante a pandemia. O sexo masculino apresentou maior número de solicitações independente do período, a faixa etária adulta (40 a 59 anos) foi a que apresentou número de solicitações acima do esperado durante a pandemia (p<0,05), as solicitações de leitos cirúrgicos durante a pandemia apresentou uma redução, sendo a especialidade clínica médica aquela que se manteve com o maior número de solicitações independente do período, e por fim, notou-se um maior número de solicitações com tempo de regulação menor do que um dia durante o período da pandemia quando comparada ao mesmo período antes da pandemia, principalmente para os adultos jovens (p<0,05). O tempo de regulação apresentou resultados positivos, uma vez que observou uma redução no tempo de regulação para as solicitações durante a pandemia, demostrando que diante de um cenário pandêmico, otimizou-se o fluxo de solicitações/atendimentos, reflexo de mudanças políticas públicas implementadas pelo legislativo e executivo estadual.
