Política de atenção à saúde materno-infantil: prevalência de asfixia perinatal e encefalopatia hipóxico-isquêmica
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O presente estudo teve o objetivo de analisar a implementação das Políticas Públicas de Atenção à Saúde do binômio mãe/neonato, na macrorregião sul, que tiveram desfecho neurológico desfavorável em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) de baixo risco de referência no Sul do Espírito Santo. Considerada a causa mais grave de danos neurológicos causada ao recém-nascido, a asfixia perinatal (AP) é caracterizada pela redução de oxigênio para os tecidos, podendo ser advindas de diversas causas. Tal acometimento pode ocorrer em três momentos, antes, durante e após o parto. A AP pode evoluir para a encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI), que é uma consequência da associação entre a hipóxia sanguínea e a isquemia tecidual. Esta associação, juntamente acompanhada de alterações metabólicas, resulta em manifestações clínicas secundárias ao comprometimento fisiológico ou estrutural, com disfunção múltipla de órgãos e presença de lesão cerebral grave e até a morte, configurando-se como um grave problema para os neonatologistas e para a saúde pública. Foi realizado um estudo de corte retrospectivo, descritivo exploratório de caráter quantitativo que avaliou padrões clínicos e sociais, com dados coletados a partir de prontuários eletrônicos de 25 recém-nascidos internados que evoluíram para o diagnóstico de Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica em uma UTIN em Cachoeiro de Itapemirim-ES. Os dados obtidos demonstraram que há correlação com a idade da mãe, cuidado pré-natal, e complicações de saúde da gestante, que levam a prematuridade no nascimento, consequentemente também a necessidade de internação do bebê recém-nascido, para que esse possa ter sobrevida, todavia, é registrado índice de morte e também malformações congênitas. As políticas públicas são essenciais para a construção do cuidado da mulher em seu período gestacional, e também para o desenvolvimento de práticas humanizadas dentro da UTIN, contudo, conclui-se que ainda se faz necessário um cuidado maior para o tipo de via utilizada para o nascimento, destacando os altos índices de parto cesáreo que oferecem risco para a mãe e a criança, a prematuridade que leva a internação e a necessidade do uso de tecnologias para manter a sobrevida do recém-nascido.
