Desafios e perspectivas das Políticas Públicas na Atenção Primária à Saúde para o manejo da disfagia no idoso
Carregando...
Data
Autores
Orientador(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
O aumento significativo da população idosa tem alterado o perfil epidemiológico, dando lugar às doenças crônicas não transmissíveis e degenerativas. Como consequência dessas doenças, podem ocorrer alterações na deglutição — transtorno denominado disfagia — que podem levar à desnutrição, desidratação, depressão, internações e até mesmo ao óbito. A disfagia acomete de 16% a 22% da população acima de 50 anos, alcançando índices de 70% a 90% nas faixas etárias mais avançadas, e, na maioria das vezes, só é tratada em sua forma aguda. Portanto, pensar na prevenção, na promoção, na capacitação profissional e no tratamento precoce por meio da atenção primária à saúde é relevante, uma vez que minimiza o grau de severidade proporcionando maior qualidade de vida e diminuição de custos para os cofres públicos. Analisar o conhecimento da equipe multiprofissional da atenção primária à saúde para a prevenção e manejo da disfagia no idoso no Município de Vila Velha-ES. Trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem quantitativa, realizada por meio de um questionário objetivo aplicado aos profissionais da atenção primária do município de Vila Velha, a fim de identificar o perfil e condutas desses profissionais em torno da disfagia. A análise evidenciou lacunas significativas no conhecimento e no manejo da disfagia em idosos por parte da equipe multiprofissional da APS de Vila Velha-ES, refletindo desigualdades na formação acadêmica e ausência de protocolos padronizados Apesar do reconhecimento da relevância do tema, o cuidado permanece fragmentado e dependente da experiência individual dos profissionais. Verificou-se ainda que, embora as políticas públicas forneçam diretrizes estratégicas, sua implementação é incipiente, limitando a integralidade do cuidado. O estudo aponta a necessidade de formação estruturada, educação permanente, fluxos interprofissionais e efetiva aplicação das políticas como estratégias para garantir um cuidado seguro e resolutivo à população idosa. O estudo revelou lacunas no conhecimento da equipe da atenção primária de saúde sobre disfagia em idosos, com práticas fragmentadas e sem protocolos padronizados. A formação desigual entre as profissões dificulta o cuidado integral. Destaca-se a necessidade de capacitação contínua e efetiva implementação das políticas públicas para garantir atendimento seguro e resolutivo.
