Prevalência e fatores associados à ceratose actínia em uma população assistida por um serviço público de dermatologia na região metropolitana de Vitória, Espírito Santo

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A ceratose actínica, que também pode ser denominada como ceratose solar ou senil, é considerada uma dermatose pré-neoplásica. Sabe-se que, anos de exposição solar, principalmente desde a infância e sem proteção, causam danos no DNA das células da pele. Essa exposição cumulativa, caso não seja adequadamente prevenida e tratada, poderá originar o câncer de pele, constituindo-se como o mais prevalente no Brasil. Avaliar a prevalência e os fatores associados à ocorrência de ceratose actínica em uma população assistida por um serviço público localizado na Região Metropolitana da Grande Vitória, Espírito Santo. Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, transversal, realizado com 1360 pacientes atendidos por um serviço público de dermatologia no estado do Espírito Santo, Brasil, no ano de 2019. Foram coletados, do prontuário, dados sobre as características pessoais, dados clínicos e dermatológicos, e registradas as condutas adotadas frente ao diagnóstico. A variável dependente, presença ou não de ceratose actínica, foi determinada através da identificação clínica dermatológica, e a associação da ceratose actínica com perfil demográfico foi obtida através do Teste de Qui-quadrado ou Exato de Fisher, considerando nível de significância de 5%. A maior parte da amostra era de pessoas idosas e da cor branca, sendo que, 33,7% tinham histórico de câncer e 36,2% relataram casos de câncer de pele na família. Uma grande proporção declarou que se expõe ao sol sem proteção e o principal motivo desta exposição foi o trabalho. O tempo de evolução da lesão cutânea foi menor do que um ano em 47,3% dos participantes. A prevalência de ceratose actínica foi de 29%. Os fatores associados à ceratose actínica foram: cor branca, idosos (> 60anos), histórico pessoal e familiar de câncer de pele, exposição ao sol sem proteção e de caráter profissional, março como mês de maior frequência, acometimento nos membros (superiores e inferiores) e o uso de fórmulas manipuladas de uso tópico e a crioterapia como tratamento. Há uma alta prevalência de ceratose actínica na população, revelando associação com idosos, brancos, que se expuseram ao sol ao longo da vida sem proteção por motivos relacionados ao trabalho, apresentando acometimento nos membros (superiores e inferiores) e com histórico pessoal e familiar de câncer de pele. Também houve maior associação com o uso de fórmulas e a crioterapia para tratamento, assim como o mês de março sendo o mês de maior frequência e associação. O acesso ao diagnóstico e tratamento é limitado, levando ao subdiagnóstico, à ausência de tratamento precoce e ao aumento das chances de desenvolvimento de câncer de pele, tornando-se um problema de saúde pública. Estudos epidemiológicos com indicadores, como este proposto, são importantes para fundamentar o processo de tomada de decisão pelos órgãos responsáveis e pela população em um contexto geral, com intuito de contribuir para o aprimoramento das políticas públicas relacionadas ao tema.

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