Análise de fatores associados a hipertensão arterial em idosos de uma estratégia saúde da família de Presidente Kennedy a luza da Política Nacional de Doenças Crônicas não transmissíveis
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Resumo
À medida que as pessoas envelhecem, é natural que ocorram alterações em seu organismo que podem aumentar a probabilidade de desenvolver doenças crônicas, como a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). Uma maior incidência dessas doenças na população, gera um aumento na necessidade da atuação dos profissionais na Estratégia da Saúde da Família (ESF), e a efetiva implantação da Política Nacional de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (PNDCNT) visto que grande parcela dos brasileiros depende da Saúde Pública para obterem cuidados. Analisar os fatores associados a hipertensão arterial em idosos de uma Estratégia Saúde da Família de Presidente Kennedy a luz da PNDCNT. Realizou-se estudo transversal, com coleta retrospectiva feita no sistema MVSigs na ESF de Boa Esperança. Foram incluídos 189 idosos (≥ 60 anos). Para caracterizar o perfil dos idosos foram coletadas variáveis referente ao perfil sociodemográfico e hábitos de vida. Considerou-se hipertenso idosos com resultados acima de 140/90 mmHg. Realizou-se cálculo da prevalência da HAS e teste quiquadrado ou Exato de Fisher seguido do resíduo do qui-quadrado. A prevalência de HAS na população idosa foi de 75,67%. A média de idade de 69,3 ± 8 anos e em sua maioria eram homens (52,4%), pardos (45,5%), casados (56,1%), com filhos (88,4%), escolaridade de ensino primário (62,4%), aposentados (43,9%), com residência multigeracional (59,3%), sem plano de saúde (99,5%), não fumantes (87,8%), sem uso de álcool (98,9%), sem uso de outras drogas (98,9%) e não participantes de grupos comunitários (96,8%). Após análise inferencial observou-se como fatores associados a HAS (p<0,05) o idoso do sexo masculino, viúvo, com filhos, morador da comunidade quilombola, aposentado e não fumante. Verificou-se uma importante prevalência de HAS entre os idosos. Tal ocorrência se deve possivelmente por uma não adesão ao tratamento ou por apresentarem estilo de vida e hábitos que podem ter contribuído para o desenvolvimento de HAS, principalmente nos idosos da comunidade quilombola. Destaca-se ainda que os idosos são dependentes do SUS para garantia ao seu direito de saúde têm baixa escolaridade, convivem em lares multigeracionais e o possuem menor convívio em círculos sociais. Os fatores associados identificados apontam a necessidade de desenvolver estratégias que favoreçam uma maior adesão ao tratamento, reforçando a educação da população principalmente a quilombola a respeito dos cuidados com a saúde.
