Queda em pessoas idosas assistidas por um centro de fisioterapia de um município da região sul do estado do Espírito Santo: análise sob o olhar da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa
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Resumo
As consequências das quedas na população idosa são de grande gravidade, podendo causar redução na funcionalidade. É um evento que não se limita ao desempenho funcional, mas afeta múltiplos aspectos da vida. Analisar o risco de queda em idosos assistidos por um Centro de Fisioterapia da cidade de Presidente Kennedy-ES, à luz da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Pesquisa exploratória e descritiva de caráter transversal, realizada em um Centro de Fisioterapia de um município no estado do Espírito Santo. O estudo foi realizado com 50 idosos, no período de janeiro a julho de 2023. Foram coletadas informações quanto ao perfil sociodemográfico e econômico, arranjo familiar, condições de saúde e hábitos de vida e, para a avaliação do risco de queda, foi utilizada a escala de Tinetti. Foi constatado que 66% da amostra apresentava risco alto e moderado, com baixas pontuações tanto na marcha e quanto no equilíbrio. Também se constatou que 24% dos idosos sofreu quedas nos últimos seis meses. Destes, a maioria era do sexo feminino (64%), com baixa escolaridade (56%) e renda (60%), doenças crônicas (100%) e multimorbidades (56%). Apesar de serem independentes, não fumarem, não beberem e praticarem atividades físicas, tinham limitações na coluna (52%) e/ou artrite/artrose (74%). Estes resultados apontam que são necessárias medidas multifatoriais para reduzir a sua incidência, com programas envolvendo os diversos setores da gestão municipal, como preconizado na Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Verificou-se uma ocorrência importante de risco de quedas na população estudada, mesmo considerando que os idosos avaliados são independentes. Portanto, para um envelhecimento ativo, são necessárias ações e programas que busquem oferecer uma melhor qualidade de vida a essas pessoas, como descrito na Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. A fim de prevenir e reduzir as quedas na população idosa do município estudado, considera-se importante apresentar como sugestões, primeiramente, a identificação das pessoas com maior risco de quedas, para que possam ser implementadas intervenções. Nesse contexto, a avaliação do risco de queda deve ser proposta em todas as Estratégias Saúde da Família, com foco específico nas pessoas idosas, avaliando distúrbios da marcha e equilíbrio.
