Política pública de atenção hospitalar do Estado do Espírito Santo: análise e reflexões a partir do plano estadual de saúde
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Resumo
Nos últimos anos, a atenção hospitalar tem sido uma questão importante na Política Pública de Saúde, principalmente no enfrentamento da pandemia do coronavírus. No Brasil, a atenção hospitalar fortalecida pela Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP), que visa reformular o modelo de gestão no Sistema Único de Saúde (SUS) e de delimitar as competências das esferas do governo, possui muitos desafios em sua implementação, tornando essencial acompanhar o desenvolvimento dos programas e serviços da atenção hospitalar de forma eficiente e de amplo alcance da população. Identificou-se que no ano de 2021, 62,48% dos leitos hospitalares do estado do Espírito Santo são do SUS, cuja proporção de leitos atingiu a marca de 2,6 leitos/mil habitantes. Quanto ao perfil das internações, há um destaque da especialidade de clínica médica, onde a região de maior número de internações globais foi representada pela região metropolitana de saúde, sendo diretamente proporcional ao número de óbitos acometidos nesta mesma região de saúde e especialidade. No que se refere aos indicadores estratégicos, o estado apresenta 5,1 dias na média de permanência geral em 2021. Quanto à taxa de mortalidade, em 2021, o indicador atingiu a marca de 5,67%. Já as infecções primárias de corrente sanguínea laboratorial (IPCSL), associadas ao uso de cateter venoso central (CVC), em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), demonstram o cenário em UTI Adulto, cuja densidade de incidência de infecção chegou a 6,10%. Ao analisar a execução das metas programadas no plano estadual de saúde, no que se refere à atenção hospitalar, percebe-se alcance de 33% nas metas em 2021. Conclui-se que as ações propostas no plano estadual de saúde do estado do Espírito Santo quanto à organização da rede de atenção à saúde e os indicadores de monitoramento de atenção hospitalar, quando analisados à luz da PNHOSP, tiveram impacto direto em seus resultados neste período de pandemia do coronavírus. Nota-se uma articulação quanto ao aumento do número de leitos, melhorando a proporção de leitos/habitantes e o número de internações. Entretanto, aumentou a média de permanência e o número de óbitos, o que impactou diretamente na taxa de mortalidade hospitalar. Quanto à densidade de incidência de IPCSL em CVC em UTI houve piora dos resultados, exceto em neonatologia. No que se refere ao percentual de alcance das metas, houve aumento das metas alcançadas, sendo constatado a condução de novas estratégias junto à rede de atenção hospitalar, cujo foco principal foi intervir frente às novas necessidades de articulação em rede de saúde.
