Erros de imunização infantil no Espírito Santo: uma análise à luz das políticas públicas (2021-2023)

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A imunização é uma das principais estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde infantil no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo organizada, no Brasil, pela Política Nacional de Imunizações. A garantia da segurança no processo vacinal é componente essencial para a qualidade das ações de imunização e para o monitoramento de eventos associados à sua execução, incluindo os erros de imunização, que demandam de análise sistemática, especialmente na população infantil. Analisar a prevalência e os fatores associados a erros de imunização em crianças, notificados nos serviços públicos de saúde do estado do Espírito Santo, de 2021 a 2023. Trata-se de estudo observacional, transversal, de abordagem quantitativa, realizado a partir das notificações de erros de imunização registradas no sistema e-SUS Notifica entre 1º de janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2023. O cenário compreendeu os serviços públicos de vacinação dos 78 municípios do Espírito Santo, organizados em quatro regiões de saúde. A população foi composta por 1.157 crianças de 0 a 11 anos com erro de imunização notificado no período. Os dados foram organizados em planilha eletrônica e analisados nos softwares STATA® 13.0 e QGIS® 3.40.13. Realizou-se análise descritiva, cálculo de taxa de prevalência por 10.000 doses aplicadas e análise espacial por região de saúde. A taxa de erro de imunização no triênio analisado foi de 2,31 casos por 10.000 doses aplicadas, caracterizando evento raro. Observou-se variação regional, bem como a ausência de notificações em 26,9% dos municípios, sugerindo possível subnotificação. Predominaram erros por idade incorreta (31,9%), vacina incorreta (18,7%) e vacina vencida (17,9%), com maior frequência na 1ª dose, nas vacinas do calendário de rotina e nas administradas por via intramuscular. A vacina de COVID-19 concentrou o maior número de registros (39,4%) e os desfechos mostraram proporções semelhantes entre doses consideradas válidas (44,0%) e inválidas (43,5%). Os erros de imunização infantil no estado foram eventos raros, porém preveníveis, reforçando a necessidade de qualificação contínua das equipes e fortalecimento da vigilância em saúde.

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