Estratégia de saúde da família no cuidado da população idosa: discutindo o perfil sociodemográfico e condições de saúde geral de idosos de uma Unidade Básica de Saúde rural de Presidente Kennedy-ES

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Em consequência da mudança demográfica com consequente envelhecimento populacional, faz-se necessário novos tratamentos e cuidados, considerando o envelhecimento um processo natural da vida. Objetivou-se descrever o papel da Estratégia de Saúde da Família (ESF) no cuidado do idoso no contexto do perfil sociodemográfico e as condições de saúde geral dos idosos de uma UBS rural no município de Presidente Kennedy (PK). Realizou-se um estudo transversal com coleta retrospectiva de informações, contidas no sistema de informação Magnus Vieira – Sistema Integrado de Gestão de Serviços, que permitiu acesso às informações da ficha A dos idosos assistidos por uma UBS de PK no Espírito Santo. Coletou-se as informações quanto ao perfil socioeconômico e quanto às condições gerais de saúde dos idosos. Entre as ações realizadas na UBS analisada destacou-se: Promoção, prevenção e tratamento relacionadas a saúde da mulher e da pessoa idosa, saúde mental, prevenção ao câncer e ao tabaco, pilates, hiperdia vacinação, curativos, inalações de medicações, coleta de exames laboratoriais; tratamentos: odontológico, psicológico, nutricional, fisioterápico e fonoaudiólógico. Quanto às doenças verificou-se a existência de hipertensão arterial (HAS), diabetes, acidente vascular cerebral/derrame (AVC), doença cardíaca/do coração, hanseníase, tuberculose (TB) e existência de deficiência. Realizou-se análise descritiva dos dados. Selecionou-se 80 idosos (>60anos) a maioria era do sexo feminino (52,5%), brancos (51,2%), responsáveis familiares (71,7%), aposentados (69,2%), cursaram o ensino fundamental (44,8%), não possuem cuidadores (100%), e participam de grupos comunitários (51,2%), não possuem plano privado de saúde (92,3%). Quanto às condições gerais de saúde, a maioria não são tabagistas (92,3%), não etilistas (97,4%), tem HAS (60,2%), poucos são diabéticos (26,9%), alguns já tiveram AVC (8,9%), têm doenças cardíacas (6,4%) e nenhum paciente relatou ter hanseníase, TB ou deficiência física. Conclui-se que a maioria dos idosos são independentes, pois não possuem cuidadores e não apresentam deficiência física, o que permite mais autonomia e um envelhecimento com dignidade.

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