Farmacoterapia para crianças com autismo: em busca de contribuições sobre cuidados durante o tratamento
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Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição considerada deficiência intelectual que cursa com manifestação antes dos três anos, sendo evidenciada através de alterações qualitativas na interação social e na capacidade de comunicação, sendo comum essa criança apresentar comportamentos ou interesses repetitivos, ou restritos. Objetivo: Identificar o que as produções científicas, têm revelado sobre os cuidados às crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante o tratamento medicamentoso com risperidona ou aripiprazol. Método: Trata-se de revisão de escopo desenvolvida por meio das orientações do Guideline do Instituto Joana Briggs. Foram incluídos estudos realizados com crianças com TEA em tratamento medicamentoso com risperidona ou aripiprazol, publicados entre os anos de 2016 e 2020, pesquisados nos bancos de dados da CAPES, LILACS e MEDLINE, sendo a busca realizada no período de 01 a 30 de julho de 2021. Resultados: Compuseram esta revisão sete artigos, não foram encontradas pesquisas que tratassem exclusivamente do cuidado a ser observado durante o tratamento com essas drogas. No entanto, através de análise das estratégias de enfrentamento dos efeitos colaterais, apontadas por três estudos investigados, foi possível identificar precauções a serem adotadas pelas famílias e pelos próprios pacientes que utilizam essas medicações. Entre as estratégias de cuidados para as pessoas com autismo em uso de medicações psicotrópicas, destaca-se: o controle do peso e da alimentação; a prática de atividade física; consultas periódicas, com realização de exames laboratoriais, especialmente, dosagem de hormônios, glicose, lipídeos, insulina e análise da função hepática; observação da menarca e da regularidade menstrual. Destaca-se também o cuidado com a polifarmácia, pois, alguns medicamentos, podem aumentar ou reduzir a ação da risperidona ou do aripiprazol. Considerações finais: Acredita-se que o conhecimento desses cuidados é relevante, para a equipe multiprofissional que acompanha esses pacientes, para a família e especialmente para a pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
