Acesso e conhecimento de mulheres quilombolas acerca do exame preventivo de câncer de colo de útero

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O câncer do colo do útero é uma doença de traço crônico com origem em alterações intraepiteliais que conseguem se modificarem em um processo invasor. Esta doença é uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres em todo o mundo. A principal forma de prevenção é a realização periódica do exame Papanicolau, no entanto muitas mulheres em situações de vulnerabilidade, especialmente as quilombolas, não o realizam devido a dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Analisar o conhecimento e o acesso de mulheres quilombolas atendidos na Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher sobre o exame preventivo para câncer do colo do útero, no município de Vargem Alta, interior do Espírito Santo. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, com amostragem não probabilística por conveniência. A coleta de dados foi realizada com as mulheres investigadas por meio de um questionário semiestruturado. Posteriormente, foi realizada análise descritiva dos resultados. A pesquisa teve aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisas da Escola Superior em Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória sob parecer nº 5.969.848 (CAAE 67200823.0.0000.5065). A média de idade foi de 45 anos. A maioria das mulheres quilombolas investigadas no presente estudo são casadas (n=19, 61,29%), apresentam baixa escolaridade, renda de até um salário mínimo (n=27; 87,09%) e o Sistema Único de Saúde é a forma preferencial de procura pelos serviços de saúde (n=29; 93,54). Das 31 mulheres participantes da pesquisa, uma relatou nunca ter realizado o exame preventivo anteriormente. Foi identificado baixo conhecimento sobre o câncer de colo uterino e baixa oferta de orientações pelos profissionais de saúde. A principal dificuldade encontrada para a realização do exame foi a distância da Unidade Básica de Saúde (n=27; 87,09%). Foi possível identificar que a principal barreira que dificulta o acesso destas mulheres na realização do exame preventivo foi o difícil acesso ao local, principalmente devido a longa distância e ausência de transporte. Assim, torna-se fundamental a proposta de políticas públicas que promovam equidade de acesso e educação acerca deste tema.

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