Políticas Públicas e o papel do farmacêutico no cuidado domiciliar: análise dos desafios e potenciais para fortalecimento da assistência no Sistema Único de Saúde
Carregando...
Data
item.page.advisor
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
A Assistência Farmacêutica na atenção domiciliar representa um serviço fundamental na promoção do uso racional de medicamentos, na adesão do tratamento e na prevenção de reações adversas a medicamentos, especialmente em população vulneráveis, como pacientes acamados. Apesar deste importante papel, a participação do profissional farmacêutico no atendimento domiciliar ainda é limitado no Sistema Único de Saúde (SUS). Dentro deste contexto, a ausência desse profissional pode comprometer a segurança do paciente, a efetividade do tratamento e até mesmo a otimização dos recursos públicos. Por isso, compreender os desafios e possibilidades da assistência farmacêutico na atenção domiciliar é de grande relevância social, sendo fundamental para a promoção de uma atenção integral e humanizada, além de promover a sustentabilidade do sistema de saúde pública. Por isso, pesquisas sobre o tema necessitam ser incentivadas. Analisar o papel do farmacêutico na Assistência Farmacêutica na atenção domiciliar. Foi realizado um estudo qualitativo, por meio da realização de entrevistas com oito profissionais farmacêuticos, ligados a Atenção Primária (APS) do município de Presidente Kennedy, Espírito Santo, Brasil. Informações sobre as percepções do profissional, sobre o papel do farmacêutico na atenção primária e domiciliar foram coletados, assim como o conhecimento sobre diretrizes, desafios e facilitadores. As entrevistas foram gravas e transcritas, garantindo a privacidade e proteção dos dados. Os dados foram analisados por meio de Análise de Conteúdo. A pesquisa teve aprovação do Comitê de Ética. Os farmacêuticos tem a percepção de que a atuação desta categoria profissional dentro do atendimento domiciliar é restrita. A maioria das atribuições está, predominantemente, voltada à dispensação e orientação de medicamentos na farmácia básica. A falta de estrutura, planejamento e reconhecimento profissional foram apontados como entraves para uma maior inserção desse profissional. Mas, os profissionais reconhecem que a inclusão do farmacêutico junto à equipe de atendimento domiciliar pode trazer benefícios ao paciente acamado por contribuir com uma melhor supervisão do uso de medicamentos e prevenção de erros, e maior a adesão ao tratamento, além do suporte às famílias. É necessário o desenvolvimento de estratégias de intervenção que fortaleçam as políticas públicas voltadas para atenção domiciliar, de modo a ampliar os serviços de assistência farmacêutico para este público vulnerável, garantindo infraestrutura, suporte logístico e reconhecimento profissional. Essas ações tem potencial de contribuir significativamente para maior qualidade do cuidado e para a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde.
