Barreiras à realização do exame colpocitológico apresentadas por mulheres de uma Unidade de Saúde de Cariacica - Espírito Santo
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O exame colpocitológico, também conhecido como Papanicolau ou preventivo, é recomendado para a identificação precoce de alterações nas células do colo do útero, sendo capaz de reduzir significativamente a morbimortalidade de mulheres por essa patologia. No entanto, apesar desse exame ser a principal estratégia de rastreamento do câncer cervical e estar disponível na rede pública e privada de saúde, estima-se que 12% a 20% das mulheres entre 25 e 64 anos nunca o tenham realizado, o que contribui para a detecção tardia da doença e maior probabilidade de morte. Este fato corrobora para que o cancer de colo de útero seja considerado um grande problema de saúde pública, pois é o segundo tipo de câncer mais prevalente a nível mundial, mais comum no sexo feminino, sendo responsável por cerca de 250 mil óbitos a cada ano. Estudos sobre essa temática possuem grande importância social, sendo fundamentais para atingir as metas do desenvolvimento sustentável da agenda de 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), tanto para melhoria da saúde e bem-estar quando para redução das desigualdades de gênero. Descrever as barreiras que levam mulheres a não comparecerem às consultas agendadas para realização do exame colpocitológico. Trata-se de um estudo descritivo do tipo transversal quantitativo, realizado com 30 mulheres com idade de 25 a 64 anos, sendo os dados coletados de janeiro a maio de 2023 por meio da aplicação de um questionário com questões semiestruturadas e uma questão aberta. Os dados obtidos por meio das perguntas fechadas foram dispostos em tabelas e agrupados em quatro categorias pré-estabelecidas: perfil socioeconômico e demográfico; participação em atividade educativa e conhecimento relacionado ao exame colpocitológico; prática na realização de exame colpocitológico; aspectos relacionados ao serviço de saúde. Os dados obtidos por meio da pergunta aberta foram descritos levando em consideração o último exame agendado da participante. Foi realizada a análise descritiva no software Microsoft Excel, por meio de frequências absolutas e relativas. O trabalho foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa. destaca-se como barreiras, à realização do exame: baixa escolaridade, classe social baixa, menores faixas etárias, desconforto, vergonha, constrangimento, medo. Também foram apontados o fato da coleta ser realizada por um profissional do sexo masculino, a ausência de sintomas ginecológicos, a insuficiência de vagas disponibilizadas pelo serviço e marcação aprazada para datas distantes, associados às atividades laborais da mulher. : destaca-se como barreiras, à realização do exame: baixa escolaridade, classe social baixa, menores faixas etárias, desconforto, vergonha, constrangimento, medo. Também foram apontados o fato da coleta ser realizada por um profissional do sexo masculino, a ausência de sintomas ginecológicos, a insuficiência de vagas disponibilizadas pelo serviço e marcação aprazada para datas distantes, associados às atividades laborais da mulher. Observou-se que há diversas barreiras que contribuem para a não adesão das mulheres à realização do exame colpocitológico. É de fundamental importância que essas barreiras sejam identificadas a fim de que profissionais e gestores possam efetivar programas e implementar ações que visem a diminuição das desigualdades sociais, integralidade da assistência prestada e maior adesão das mulheres a essa prática.
