Desafios e possibilidades da educação permanente no pronto-socorro: análise da excelência no atendimento emergencial sob o olhar da Políticas Públicas

Resumo

No Pronto-socorro, a necessidade de intervenções imediatas, aliada à constante evolução das práticas e tecnologias médicas, destaca a importância da Educação Permanente como instrumento-chave para o aprimoramento contínuo dos profissionais. Contudo, a implementação eficaz dessas práticas educacionais enfrenta barreiras específicas, tais como a resistência à mudança, a falta de recursos e as demandas operacionais intensas, que podem comprometer a adesão e eficácia dos programas de Educação Permanente. A pesquisa busca, assim, explorar como a Educação Permanente em Saúde no Pronto-socorro pode ser mais bem alinhada com a Política Nacional de Educação Permanente, considerando as peculiaridades do ambiente intra-hospitalar. Este estudo pretende compreender como os profissionais de saúde percebem e enfrentam os desafios relacionados à implementação dessas práticas educacionais, ao mesmo tempo, em que identificam oportunidades para otimizar a capacitação constante em um contexto tão dinâmico e crítico. Analisar a educação permanente em saúde no Pronto-socorro frente a Política de Educação Permanente no ambiente intra-hospitalar. O presente trabalho adota uma abordagem qualitativa, realizado nas instalações do setor de Pronto-socorro de uma instituição filantrópica situada em Vitória, Espírito Santo. Participaram do estudo 13 enfermeiros e 21 técnicos de enfermagem. Esses foram entrevistados e os dados foram organizados considerando a análise de conteúdo segundo Bardin. Os resultados da pesquisa indicaram que, apesar do reconhecimento dos profissionais quanto à importância da Educação Permanente, está ainda é frequentemente confundida com a Educação Continuada. Além disso, constatou-se uma prevalência de metodologias de ensino tradicionais, como slides, palestras e aulas teórico-práticas. Outro ponto relevante foi a identificação de lacunas nos temas abordados, muitas vezes distantes das demandas específicas do setor de Pronto-socorro. Essas lacunas podem ter um impacto direto na qualidade do atendimento ao paciente, evidenciando a necessidade de uma revisão e adaptação dos programas de educação para melhor atender às necessidades do contexto hospitalar de urgência e emergência. Este estudo destaca a efetividade da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde no setor de Pronto-socorro, reconhecendo seus benefícios significativos, mas também identificando áreas que demandam ajustes para uma implementação mais assertiva e alinhada às demandas específicas dos profissionais e da realidade do Pronto-socorro. O comprometimento contínuo com aprimoramentos e ajustes baseados nessas descobertas é essencial para garantir que a PNEPS cumpra seu papel crucial na formação e capacitação dos profissionais de saúde, contribuindo positivamente para a qualidade dos serviços prestados no âmbito da saúde pública.

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