Política Nacional de Atenção Cardiovascular de Alta Complexidade: análise de taxa de cateterismo cardíaco e mortalidade em adultos e idosos antes e durante a pandemia no Brasil e Região Sudeste

Resumo

A detecção precoce da doença arterial coronariana é fundamental, uma vez que é uma condição altamente prevalente na população, principalmente em idosos, e que resulta em alta taxa de morbimortalidade. O cateterismo cardíaco é o exame padrão ouro para o diagnóstico, sendo um método invasivo, de alto custo e complexidade, que exige um local apropriado, equipe especializada, necessitando de estratégias e políticas públicas para garantia do acesso, agilidade e tratamento do paciente. Com o advento da pandemia da COVID-19 e a implementação de políticas de enfrentamento, ocorreram diversas mudanças no acesso e assistência no Sistema Único de Saúde. Analisar, à luz da Política Nacional de Atenção Cardiovascular de Alta Complexidade, a taxa de cateterismo cardíaco e mortalidade por causas cardiovasculares de adultos e idosos antes e durante a pandemia da COVID-19 no Brasil e estados da região sudeste. Apesar das dificuldades impostas pelo período pandêmico e das modificações nos serviços de saúde, os números de cateterismo registrados durante os anos de pandemia permaneceram relativamente estáveis ou apresentaram um aumento na taxa por cem mil habitantes, como foi o caso do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. Minas Gerais obteve a melhor taxa durante o período de estudo, enquanto o Rio de Janeiro teve a pior. O Espírito Santo demonstrou um aumento progressivo no registro de cateterismos ao longo do 6 período. Ao comparar-se a média da taxa de mortalidade antes e durante a pandemia, observou-se que houve um aumento na mortalidade por causas cardíacas durante a pandemia, quando estas foram comparadas com antes da pandemia, isto ocorreu em todos os estados analisados, exceto no Rio de Janeiro. A taxa de mortalidade no Rio de Janeiro é a mais alta, independentemente do período (antes e pós pandemia), enquanto Minas Gerais apresenta as menores taxas. Durante a pandemia não houve diferença significativa na taxa de cateterismo cardíaco em adultos e idosos no Brasil e estados da região sudeste quando comparadas ao período anterior à pandemia. O Rio de janeiro, independentemente da pandemia, foi o estado que apresentou a menor taxa de cateterismo e a maior taxa de mortalidade durante todo o período estudado, enquanto que o estado de Minas Gerais foi o que apresentou a maior taxa de cateterismo na maioria dos anos e a menor taxa de mortalidade durante todo período. Os resultados revelam a desigualdade das taxas entre os estados da região sudeste, apontando a necessidade de aprimoramento da Política Nacional de Atenção Cardiovascular de Alta Complexidade.

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