Geração de energia fotovoltaica compartilhada: análise da viabilidade financeira e ambiental de uma cooperativa de energia em Manhuaçu, Minas Gerais, Brasil

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No Brasil, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), regulamentou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, com a resolução normativa Nº 482, de 17 de abril de 2012, posteriormente alterada pela resolução 687 de 2015, permitindo ao consumidor de energia elétrica utilizar fontes de energias renováveis para gerar a eletricidade necessária ao seu consumo e recuperar a energia não utilizada pelo sistema de compensação de créditos. Esta mesma resolução permitiu em sua atualização em 2015 que cooperativas de energia pudessem ser criadas para compartilhar um mesmo sistema de geração. Desenvolver um modelo de uma cooperativa de energia fotovoltaica para o município de Manhuaçu, Minas Gerais, Brasil através da análise da viabilidade financeira e ambiental baseado em políticas públicas de incentivo a geração de energia elétrica. Trata-se de um estudo documental, descritivo com abordagem quantitativa e qualitativa, realizado no município de Manhuaçu, situado na Zona da Mata mineira do estado de Minas Gerais, Brasil. A coleta de dados foi realizada em seis momentos distintos, a saber: Levantamento das leis e resoluções nacionais sobre energia fotovoltaica, bem como cooperativas de energia fotovoltaicas; Análise das normas do município de Manhuaçu, MG; Coleta de informações a respeito das condições específicas para a instalação do gerador de energia elétrica utilizando tecnologia fotovoltaica; Através de uma simulação, utilizando técnicas financeiras, foi definida a viabilidade financeira de seis empreendimentos diferentes, comparando e contabilizando o provável retorno financeiro aos cooperados; Por se tratar de um gerador de energia com fonte renovável, uma análise dos benefícios ao meio ambiente foi calculada para cada cooperativa analisada. Os resultados apurados na simulação financeira indicaram que o tempo de retorno para a modalidade tarifária residencial é mais atrativo que o grupo tarifário rural. Esta conclusão é explicada pela tarifa rural ser mais baixa que a residencial, impactando no valor economizado durante os anos. A necessidade do pagamento de demanda contratada para sistemas acima de 112,5 KW, evidenciou a vantagem para o sistema com potência até 75 KW. Essa particularidade pode sugerir que montar várias cooperativas menores seja mais indicado que uma cooperativa maior, além da maior complexidade de conexão, projeto, organização e gerenciamento para grandes sistemas. Todos os sistemas analisados são viáveis do ponto de vista financeiro e ambiental, no sentido que em algum momento da vida útil do sistema há retorno de capital, além de um valor presente líquido acima do capital investido. Ainda, os resultados encontrados voltam-se principalmente para a promoção de políticas ambientais através de tecnologias sustentáveis, pois, um dos fatores limitantes para a implementação de energia fotovoltaica, é o seu custo. Entretanto, com a criação de cooperativas, reduz-se o custo, aumenta-se o lucro dos participantes e o sistema ecológico possui melhorias, principalmente no que se diz respeito a emissão de gases de efeito estufa.

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