Fatores socioeconômicos e nutricionais e a relação com a escala brasileira de insegurança alimentar
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Populações marginalizadas empobrecidas ou em desigualdade social extrema sempre estiveram presentes na história do mundo, por motivos relacionados a guerra, conflitos políticos, problemas econômicos e até mesmo religiosos, culminando em problemas como fome, pobreza e miséria. Ter uma forma rápida de mensurar a fome mostra, para organizações dispostas a ajudarem, sejam elas governamentais ou não, um direcionamento de estratégias e, principalmente fornece dados para que ações possam ser priorizadas e inseridas em possíveis programas. Analisar os fatores sócio econômicos e nutricionais da população maranhense e a relação com a Escala Brasileira de insegurança alimentar. Trata-se de um estudo transversal de base populacional, realizado no estado de Maranhão. A pesquisa teve como base o projeto guarda-chuva intitulado: “Prevalência e fatores associados à anemia em mulheres e crianças do Maranhão. Ter-se-á como amostra, 978 mulheres de 15 a 49 anos, cadastradas na Estratégia Saúde da Família que é representativa para o Maranhão. Foram analisados as variáveis população rural x urbana x quilombola, sexo do chefe responsável pela família, escolaridade, renda familiar. No presente estudo, cerca de 15,7% dos participantes apresentaram insegurança alimentar grave, entre as características dos chefes de família, 36,2% residiam em domicílio na zona rural e em relação ao chefe da família, 69,0% eram do sexo masculino, 14,8% não tinham nenhuma escolaridade e 58,1% relataram ter o primeiro grau incompleto. Quanto ao trabalho do responsável pela família 12,5% eram desempregados e 59,0% tinham trabalho do tipo informal. Com relação às 978 famílias, 48,8% possuíam de 5 a 8 membros residindo em um mesmo domicílio, 95,7% das pessoas que participavam da composição familiar se concentravam na faixa-etária de 20 a 39 anos de idade, 1,3% não tinham rendimento mensal e 33,0% juntavam rendimento mensal de mais de 1 a 2 salários mínimos. Quanto a população de insegurança alimentar, 69,7% são inscritos no bolsa família. Diante disso, percebe-se que as condições socioeconômicas as quais a população está inserida, influencia diretamente nas condições de alimentação, impactando na segurança alimentar de diversas famílias. Dessa forma, nota-se a necessidade de identificar as dificuldades e os problemas de cada localidade, de modo a desenvolver ações e politicas públicas direcionadas para a diminuição dos impactos na saúde e nas questões nutricionais dos indivíduos, garantindo melhorias da qualidade de vida da população, principalmente as que possuem maiores riscos e vulnerabilidades sociais.
