Inclusão escolar de crianças com transtorno do espectro autista: contribuições para a política pública de educação especial
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Resumo
Ancorado no paradigma de Educação Inclusiva, o Brasil produziu um vasto arcabouço legal no que tange as políticas de escolarização de alunos com autismo. Entretanto, observa-se que estas não têm sido suficiente para subsidiar a permanência adequada no que se refere ao desenvolvimento de habilidades sociais e acadêmicas no ambiente escolar. Analisar a inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista em classes comuns do ensino regular brasileiro. Trata-se de revisão integrativa norteada pelas recomendações do Guideline do Instituto Joana Briggs e de pesquisa no banco de teses e dissertações CAPES e BDTD, bem como nos bancos de dados da PsycINFO e ERIC. Foram selecionados estudos publicados no período de 2018 a 2020, sendo a busca realizada no período de 01 a 20 de junho de 2021. Foram incluídas pesquisas publicadas na língua inglesa e portuguesa, totalizando uma amostra composta por nove estudos. Nesse estudo observou-se que as pesquisas sobre o ensino e a aprendizagem para crianças com autismo foram produzidas, em sua maioria, por meio de entrevistas aos professores, observação e estudos bibliográficos. Constata-se a carência de estudos experimentais, tais como, pesquisa ação, dentre outros, que possam melhor retratar a prática pedagógica cotidiana. Constata-se que a formação docente inicial e continuada, tanto foi apontada como estratégia para promoção da inclusão quanto como um dos principais desafios para o alcance dessa meta. Há que se destacar também, entre as estratégias, as adaptações curriculares, o compartilhamento de experiências entre professores, a interação entre os professores regentes e os da educação especial e entre eles e as famílias. A criança com autismo tem peculiaridades que podem trazer desafios para o planejamento e implementação de uma prática pedagógica que contemple, de forma adequada, a inclusão. Entretanto, as características apresentadas por esses estudantes não podem ser capazes de paralisar a ação pedagógica do professor, mas sim, potencializar a criação e transformação docente cotidiana.
