Estratégias pedagógicas desenvolvidas com autismo no ensino regular: em busca de contribuições para a política pública

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado uma deficiência intelectual, os estudantes com TEA apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesse e atividades, restrito, estereotipado e repetitivo (BRASIL, 2008). Esses fatores podem interferir no processo de alfabetização, sendo necessário intensificar a produção de práticas pedagógicas que visem a inclusão escolar desses alunos. Analisar as estratégias pedagógicas implementadas com êxito pelos professores em classes regulares de ensino, com alunos com Transtorno do Espectro Autista, no processo de escolarização. Trata-se de revisão de escopo por meio da utilização do Guideline do Instituto Joana Briggs e de pesquisa no portal de periódicos CAPES e ERIC. Foram selecionados estudos publicados no período de 2009 a 2020, sendo a busca realizada no período de 1º a 20 de junho de 2021. Foram incluídas pesquisas publicadas na língua inglesa e portuguesa, totalizando uma amostra composta por seis estudos. Apesar da escassez de estudos desenvolvidos pelos praticantes do processo de escolarização, tem sido frequente pesquisas que buscam ouvir o que esses professores têm a dizer sobre suas experiências de trabalho com crianças com TEA. Assim, tem sido possível identificar várias pistas que podem facilitar o trabalho docente. Dentre elas, destacamos o planejamento, tanto individual quanto em grupo colaborativo, que pode proporcionar, aos professores, momentos de formação e planejamentos sistematizados. Destacamos ainda, a importância da construção coletiva de planos personalizados, para uma intervenção integrada, que envolvam, minimamente, o professor regente, o professor de educação especial e a família. Entendemos que a participação ou colaboração de outras crianças junto ao estudante com autismo no desenvolvimento das atividades escolares é uma estratégia potente. O apoio para a criança, fazendo para ela, com ela e dando a ela oportunidade de fazer sozinha as atividades, se destaca nesse processo. Por mais instigante que possa ser o processo de ensino para crianças com TEA, os desafios impostos pelas necessidades desses estudantes não podem impedir a ação pedagógica do professor, uma vez que o número de estudantes com autismo que tem se matriculado na escola regular tem aumentado restando clara a necessidade de investimentos em atividades que possam vir a tornar estes estudantes mais independentes e envolvidos com seu processo educacional, tanto pelo professor quanto pelo sistema de ensino como um todo.

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