Impactos do envelhecimento populacional no sistema de saúde Brasileiro: uma análise integrativa das políticas e práticas de cuidado

Resumo

O envelhecimento populacional configura-se como uma das principais transformações demográficas do século XXI, impondo desafios significativos aos sistemas de saúde, especialmente no Brasil. O crescimento acelerado da população idosa exige adaptações nas políticas públicas e na estrutura assistencial e financeira do Sistema Único de Saúde (SUS). Persistem, contudo, fragilidades estruturais, como o subfinanciamento crônico, a fragmentação da atenção e as desigualdades regionais na oferta de serviços e na efetivação de direitos. Objetivo: Examinar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, os efeitos do envelhecimento sobre a organização dos serviços de atenção à saúde no Sistema Único de Saúde, com ênfase nas políticas públicas voltadas à população idosa. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as diretrizes do PRISMA. Incluíram-se artigos publicados nos últimos cinco anos, em português, inglês ou espanhol, disponíveis em acesso livre, que abordassem o impacto do envelhecimento sobre o sistema de saúde brasileiro e suas políticas públicas. As buscas ocorreram nas bases LILACS, MEDLINE/PubMed, SciELO, Google Acadêmico e CAPES. A revisão identificou 26 artigos que atenderam aos critérios de inclusão. Os estudos evidenciam que o envelhecimento populacional brasileiro ocorre em ritmo acelerado, acompanhado de expressivo aumento da proporção de idosos e de mudanças significativas no perfil epidemiológico, caracterizado pela predominância de doenças crônicas não transmissíveis, multimorbidade e maior demanda por cuidados de longa duração. Entre as principais lacunas identificadas destacam-se o subfinanciamento crônico do SUS, a fragmentação entre saúde e assistência social, a carência de formação profissional especializada e as desigualdades regionais no acesso aos serviços. O envelhecimento populacional brasileiro impõe desafios estruturais e políticos que exigem planejamento de longo prazo, ampliação do financiamento público e reorganização do sistema de saúde. Apesar dos entraves, o envelhecimento pode constituir-se em vetor de inovação, desde que políticas integradas, intersetoriais e territorializadas sejam efetivamente implementadas.

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