Principais fatores relacionados com a conversão cirúrgica de colecistectomias videolaparoscópicas em um hospital filantrópico de Vitória-ES

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A videolaparoscopia é uma técnica cirúrgica cada vez mais utilizada nas colecistectomias por seus diversos benefícios, substituindo as laparotomias tradicionais. Porém, alguns fatores relacionados ao paciente ou à sua doença podem influenciar a realização desse procedimento, sendo necessária a conversão de laparoscopia para cirurgia aberta, o que acarreta maiores custos perioperatórios e hospitalares, crescentes tempos operatório e de internação hospitalar, além do maior número de complicações e, consequentemente, da mortalidade. Dessa forma, é vantajoso fazer a previsão do perfil dos pacientes que possuem um maior risco para essa intercorrência, de modo que, sejam devidamente triados e encaminhados para a modalidade terapêutica mais adequada ao seu quadro clínico. Verificar os principais fatores pré e intra operatórios que influenciam a conversão da cirurgia videolaparoscópica para cirurgia aberta em colecistectomias no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Vitória (HSCMV). Este trabalho foi dividido em dois momentos. No primeiro momento foi realizada uma revisão bibliográfica utilizando artigos pesquisados nas bases de dados PubMed e BVS, tendo como estratégia de busca os descritores "colecistectomia", "laparoscopia", "conversão cirúrgica" e "fatores de risco". No segundo momento, foi realizado um estudo observacional do tipo transversal, com análise retrospectiva de 1028 prontuários de pacientes submetidos à colecistectomia entre janeiro de 2021 e dezembro de 2023. Foram excluídos os casos com abordagem aberta desde o início. A coleta dos dados foi feita via prontuário eletrônico, sendo aplicadas análises estatísticas com testes de Mann-Whitney, qui-quadrado e Exato de Fisher. A taxa de conversão foi de 4,7%. Os principais motivos intraoperatórios que justificaram a conversão foram dificuldades técnicas (54,5%), múltiplas aderências (29,5%), lesão das vias biliares (9,1%) e hemorragia (6,8%). Os fatores com significância estatística para conversão foram: idade avançada (p = 0,020), cirurgia de urgência (p < 0,001), presença de colecistite aguda (p = 0,008), espessura da parede vesicular > 4 mm (p < 0,001), leucocitose (p < 0,001) e fosfatase alcalina elevada (p = 0,048). Variáveis como Índice de Massa corporal (IMC), sexo masculino, histórico de cirurgia abdominal e escore ASA não apresentaram associação significativa. O presente estudo identificou os principais fatores associados à conversão de colecistectomias laparoscópicas em cirurgia aberta. A presença de idade avançada, colecistite aguda, espessamento da parede da vesícula, leucocitose, fosfatase alcalina elevada e caráter de urgência da cirurgia demonstraram significância estatística. O reconhecimento pré-operatório desses fatores pode auxiliar na melhor seleção dos pacientes e preparo da equipe cirúrgica, contribuindo para a redução de complicações, maior segurança ao paciente e otimização dos recursos hospitalares.

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