Vacinação contra COVID-19 em pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA): uma revisão

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A COVID-19 teve seu primeiro caso confirmado na China em novembro de 2019, sendo que, em menos de 4 meses, a Organização Mundial de Saúde a classificou como pandemia. Pacientes com maior faixa etária e multimorbidades têm maior chance de apresentarem casos mais graves. Dentre os grupos que contêm fatores de risco para pior prognóstico, estão incluídos os pacientes com infecção pelo HIV/AIDS. Graças ao advento da vacinação, várias doenças já foram controladas em todo mundo. Diante dessa realidade, a necessidade de se desenvolver urgentemente uma vacina segura e eficiente contra a COVID-19 era crucial para o controle da pandemia. O objetivo deste artigo é analisar o desempenho e impacto da vacinação de COVID-19 na população vivendo com HIV/AIDS (PVHA). Trata-se de estudo de revisão bibliográfica tipo narrativa. Os artigos foram escolhidos dos bancos de dados da literatura médica, Pubmed e Biblioteca virtual da saúde (BVS). Foram utilizadas as seguintes palavras-chave dos descritores da saúde: COVID-19. Vacinas contra COVID-19. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. HIV. Foram selecionados os artigos publicados em revistas nacionais e internacionais em português ou inglês com informações específicas sobre o assunto, publicados no período entre 2021 e 2024. Dos cento e três artigos encontrados durante a busca, setenta e nove foram eliminados com base no título e resumo por não abordarem o objetivo do estudo. Dentre os vinte e cinco artigos utilizados na revisão, sete eram específicos sobre a utilização e a eficácia da vacina contra COVID-19 na população vivendo com HIV/AIDS. Conforme os estudos avaliados, o uso das vacinas contra COVID-19 na PVHA exibiu impacto na apresentação e evolução da doença. A incidência do número de casos da doença entre PVHA vacinados foi menor, além de menores taxas de quadros mais graves. A contagem de linfócitos T CD4 pode influenciar na resposta à vacinação em geral e a incidência de internação foi maior nos pacientes com menores contagens de linfócitos T CD4. Também foi observado que, quando a terapia antirretroviral consegue suprimir a carga viral, o pacientes podem apresentar uma proteção mais evidente contra a doença. Tanto os pacientes com HIV como a população geral se beneficiaram com doses adicionais após a série primária das vacinas, pois a incidência de internação diminuiu na população geral e na PVHA com mais doses vacinais. Os estudos analisados demonstram que as vacinas contra COVID-19 possuem eficácia quando administradas nas pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHA), de uma maneira geral similar àquela apresentada pela população não PVHA. Entretanto, é evidente que existem várias condições que influenciam e afetam essa população, modulando a resposta à vacina. É mandatório mantê-la como prioridade no calendário de vacinação de PVHA, além de reiterar a recomendação de doses de reforço nos protocolos oficiais. Se faz necessário, então, continuar estudando o impacto dessas vacinas nesse grupo populacional, incluindo amostras maiores e por maiores períodos de observação, a fim de verificar a efetividade e persistência da imunidade das vacinas contra COVID19 à longo prazo na população vivendo com HIV.

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