Incidência de anomalias congênitas no Brasil entre 2010 e 2020: análise de grupos prioritários sob a perspectiva da vigilância ao nascimento
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Resumo
As anomalias congênitas (AC) são um grupo de alterações estruturais ou funcionais que ocorrem durante a vida intrauterina e que podem ser detectadas antes, durante ou após o nascimento. De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), estima-se que, a cada ano, cerca de 24 mil recém-nascidos são registrados no Brasil com algum diagnóstico ao nascimento. Todavia, sabe-se que este número ainda está sub-representado, se comparado a estimativas internacionais, uma vez que o diagnóstico das AC ao nascimento é bastante heterogêneo e varia amplamente nas diferentes regiões do país. Posto isto, uma lista de anomalias congênitas prioritárias para o aprimoramento do registro no Sinasc foi elaborada a partir de um consenso de especialistas e de organizações médicas e de saúde, de maneira que produza indicadores epidemiológicos mais fidedignos sobre a temática no país. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo e de abordagem quantitativa, com utilização de dados de natureza secundária referente à incidência em nascidos vivos com anomalias congênita de acordo com lista de anomalias congênitas prioritárias para vigilância no âmbito do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos do Brasil, além disso os dados foram coletados no SINASC. Entre os anos de 2010 a 2020, o Brasil apresentou 193.625 casos de anomalias congênitas em nascidos vivos e a região do país que apresenta a maior incidência de casos é a sudeste, seguida da região nordeste que registra um aumento abrupto de 2014 a 2016. No que diz respeito aos grupos de AC analisados, foi observada uma maior incidência no grupo de defeitos de membros, apresentando 25,35%, seguido do grupo de cardiopatias com 10,32%. A incidência de anomalias congênitas tanto no Brasil quanto em suas cinco regiões apresentou uma tendência de aumento no período analisado.
