Tempos de retardo no atendimento ao infarto agudo do miocárdio: comparação entre os períodos antes e durante a pandemia de covid-19

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O sucesso do tratamento do infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) é tempo-dependente, o que exige acesso, identificação ágil e intervenção médica imediata. A pandemia de COVID-19 afetou expressivamente o atendimento a pacientes com IAMCSST, devido ao risco de contaminação das equipes, ao receio de pacientes e familiares em buscar atendimento médico e aos protocolos de triagem e isolamento. Estudo retrospectivo observacional que incluiu pacientes com IAMCSST submetidos a ICPP no período de junho de 2019 a julho de 2022. Os pacientes foram comparados de acordo com o período de internação (pré-pandemia vs. pandemia) e foram analisados os tempos de retardo, características clínicas e mortalidade intra-hospitalar. O período de pandemia da COVID-19 foi considerado no intervalo de março de 2020 a julho de 2022 e foi dividido em três grupos de tempo, observando-se os diferentes momentos da atenção à saúde para outros agravos. Chamou-se pandemia I o intervalo de março a agosto de 2020, pandemia II o intervalo de setembro de 2020 a julho de 2021 e pandemia III de agosto de 2021 a julho de 2022. Foram incluídos 147 pacientes com IAMCSST, sendo 40 (27,2%) no período pré-pandemia e 107 (72,8%) durante a pandemia. Comparando-se os períodos pré-pandemia, pandemia I, pandemia II e pandemia III, o tempo total de isquemia até a ICPP foi 346,3 vs 448,4 vs 398,4 vs 348,4 minutos (p=0,47), tempo dor-porta 253,1 vs 421,1 vs 377,4 vs 370,6 minutos (p=0,42), tempo primeiro contato médico-balão 243,9 vs 313,0 vs 239,5 vs 279,4 minutos (p=0,38) e tempo porta-balão 71,8 vs 76,8 vs 58,03 vs 88 minutos (p=0,9). A mortalidade teve aumento significativo na pandemia I (29,41%) em comparação com pré-pandemia (5,0%) (p=0,01), mas diferença marginal em relação a pandemia II e III agrupadas (12,2%) (p=0,05). Observou-se tendência a aumento dos tempos de retardo na assistência ao IAMCSST durante a pandemia em relação ao período prépandemia, porém sem significância estatística. Houve aumento significativo da mortalidade intra-hospitalar no IAMCSST no início da pandemia, com tendência a redução desta com o passar do tempo, porém sem retorno aos níveis pré-pandemia.

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